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Holandeses em referendo sobre acordo Bruxelas-Kiev

A sintonia dos holandeses com Bruxelas vai ser testada esta quarta-feira. A consulta popular sobre o Acordo de Associação entre a União Europeia e a

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Holandeses em referendo sobre acordo Bruxelas-Kiev

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A sintonia dos holandeses com Bruxelas vai ser testada esta quarta-feira. A consulta popular sobre o Acordo de Associação entre a União Europeia e a Ucrânia acontece com os apelos alarmistas do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, em pano de fundo.

Juncker convoca o europeísmo dos holandeses e avisa que uma vitória do “não” pode traduzir-se “numa crise continental de enormes proporções”. Na realidade, a União Europeia está longe da coesão neste capítulo: a Alemanha, Áustria, Bélgica e França não vêem com bons olhos este projeto de integração da Ucrânia numa zona de livre comércio europeia (Zona de Comércio Livre Abrangente e Aprofundada). São a Inglaterra, a Suécia, a Polónia e os Países Bálticos que se mostram favoráveis à ideia de aprofundar por este meio as relações políticas, económicas e comerciais entre as partes.

Quando o acordo tinha sido já a aprovação do parlamento holandês, os eurocéticos recolheram 446 mil assinaturas a favor do referendo (o mínimo legal são 300 mil), apanhando de surpresa o governo.

Pelo “não” fazem campanha o Partido da Liberdade do xenófobo Geert Wilders, e o Partido Socialista. Wilders rejeita a União Europeia, o euro e a presença de estrangeiros. Os socialistas afirmam que o acordo “vai favorecer as multinacionais e não a intergação social”.

A maioria dos restantes deputados dizem que o resultado deve ser vinculativo se o referendo tiver uma participação superior a 30%, mas a decisão cabe ao governo.