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Nova greve na Grécia pelo fim da austeridade paralisa aeroporto

Uma greve de 24 no setor público da Grécia provocou esta quinta-feira problemas em hospitais e escolas, paralisou o aeroporto de Atenas e até

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Nova greve na Grécia pelo fim da austeridade paralisa aeroporto

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Uma greve de 24 no setor público da Grécia provocou esta quinta-feira problemas em hospitais e escolas, paralisou o aeroporto de Atenas e até programas de televisão foram suspensos.

O protesto promovido pela união de sindicatos ADEDY insurgiu-se contra a reforma no sistema de pensões e um novo aumento de impostos anunciado pelo governo para fazer face às exigências incluídas no programa do terceiro resgate ao país pelos credores internacionais: Comissão Europeia, Mecanismo Europeu de Estabilidade, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.

(A lista de principais atrasos e cancelamentos no aeroporto de Atenas deve-se à greve de 24 horas.)

Na rua, tal como antes da subida ao governo do partido de esquerda Siriza, os protestos começam a orientar-se para um bloqueio às pretensões internacionais. “Se o governo quiser, pode arranjar o dinheiro para o fundo de pensões. Enfrentar os credores e para de pagar a dívida em vez de continuarem a sobrecarregar os trabalhadores”, afirmou uma manifestante.

Um outro manifestante lembrou que “as pessoas depositaram todas as esperanças no governo Siriza, mas” — lamentou — “infelizmente agora estão a perceber que o Siriza está a fazer o mesmo que os antecessores.”

(Coligação alemã acredita que a Grécia e os credores vão chegar a acordo para desbloquear os fundos do resgate

Com o terceiro resgate em cima da mesa e mais austeridade no horizonte, a Grécia voltou a ver o desemprego subir, atingindo agora 24,4 por cento dos gregos. A acompanhar as manifestações, o correspondente da euronews em Atenas avisa que “ já não são apenas os funcionários públicos a reagir”.

“Protestos similares contra a reforma da segurança social surgem também do setor privado e os trabalhadores ameaçam agravar ao máximo os protestos assim que a reforma das pensões ainda a ser negociada com os credores internacionais entre no parlamento de Atenas”, revelou Stamatis Giannisis.