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Peru: 24 horas em Lima

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Cultura e aventura, história e paisagens de tirar o fôlego. Lima tem tudo isto. Ao flutuar de parapente no distrito de Miraflores é possível ver que a capital peruana é uma metrópole multifacetada e sofisticada. Foi oficialmente fundada pelo conquistador espanhol Francisco Pizarro em 1535, como a Ciudad de los Reyes. Encontrámo-nos com o nosso guia, Luis Repetto, na principal praça de Lima: “chama-se Plaza de Armas, porque nos séculos 17 e 18, Lima era uma cidade muito assediada pelos piratas. As armas eram guardadas na casa do governo. Quando era dado o sinal que os piratas estavam por perto, o povo vinha até à casa do governo buscar as armas, para defender a cidade.”

24 horas em Lima

  • Lima foi fundada a 18 de janeiro de 1535, pelo conquistador espanhol Francisco Pizarro.
  • Foi batizada como a “Cidade dos Reis”, uma vez que a inauguração estava prevista para 6 de janeiro.
  • A Plaza Mayor, conhecida como Plaza de las Armas, é o coração da cidade. Entre os seus monumentos encontram-se o Palácio do Governo, a Catedral e o Palácio do Arcebispado.
  • É a única capital sul-americana situada junto ao oceano Pacífico.

A avenida Jirón de la Unión liga a Plaza de Armas com outra praça histórica, a Plaza San Martin. Foi considerada a rua pedestre mais aristocrática da cidade, durante anos: “hoje, este centro histórico tem uma vida incomum e inesperada, porque é um centro comercial. Mas, a dada altura, também foi um centro social, mesmo em 1920-1930 na altura boémia de Lima, na época da literatura e do esplendor da literatura da cidade: dizia-se que Lima era a Jirón de la Unión, e que a Jirón de la Unión era o Peru”, acrescenta Luis Repetto.

No centro histórico está o museu de belas artes de Lima, conhecido como Mali. Um edifício marcante, construído em 1872 para a primeira Exposição Internacional de Lima. Abriga a maior coleção de arte peruana, desde a a época pré-colombiana até aos dias de hoje.

“Encontramos desde a cerâmica pré-colombiana até à pintura camponesa, passando pelas pratas coloniais, fotografia, aguarelas, design têxtil do século XX. Mas o foco é sempre a cultura artística; é o valor estético das obras”, diz a diretora do museu, Natalia Majluf.

Existe um bairro incontornável: Barranco. É a zona mais artística de Lima, cheia de cor, pequenos restaurantes e cafés. Demos um passeio com a especialista em arte, Maria José Gueudet: “as pessoas viviam originalmente no centro de Lima e vinham passar os três meses de Verão nestas grandes casas senhoriais com toda a família – eram as casas de praia”.

Maria José é também diretora de uma das “Casonas”, as casas coloniais de Barranco. É hoje um hotel e uma galeria de arte bem conhecida: “este hotel é de 1914, ou seja, tem 102 anos. Esteve abandonado durante vinte anos, foi recuperado por artistas plásticos. Foram precisos três anos para restaurar a casa”.

Não quisemos deixar Lima sem ver o pôr do sol em Malecón, com vista para o Pacífico, nas falésias da Costa Verde. E não podíamos regressar à Europa sem ver a pirâmide de argila, no distrito de Miraflores. Lima surpreendeu-nos com as suas paisagens, palácios, igrejas e galerias de arte. No próximo episódio de Peru Life vamos até aos Andes, para falar de comércio justo, com os produtores de café e cacau.

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