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Nobel da Paz: Os nomes dos favoritos no segredo dos deuses


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Nobel da Paz: Os nomes dos favoritos no segredo dos deuses

Todos os anos são lançados na praça pública nomes de favoritos à conquista do Prémio Nobel mais prestigioso e mais nobre, o da Paz. Esta lista existe mas é mantida no segredo do Comité Nobel Norueguês durante 50 anos. Os candidatos ao Prémio Nobel da Paz 2016 apenas serão conhecidos de forma oficial em 2066.

Os rumores, contudo, abundam porque as personalidades consultadas pelo Comité Nobel Norueguês não estão obrigados ao segredo. Este ano a lista comporta 376 entradas e é a mais extensa de sempre. Desde 2009 que o Peace Researche Institute de Oslo (PRIO) emite uma lista com cinco nomes. Por duas vezes acertou no nome do vendedor.

Esta é a lista de favoritos ao Nobel da Paz em 2016 para o PRIO :

Svetlana Gannushkina: Ativista russa, defende os direitos dos migrantes e dos requerentes de asilo. A atribuição do Nobel da Paz também poderá ser vista como uma forma de colocar em evidência os registos do poder político e da sociedade russa em matéria de Direitos Humanos. Ernest Moniz e Ali Akbar Salehi: O acordo sobre o dossier nuclear do Irão é um dos feitos diplomáticos de 2015. O secretário americano da Energia, neto de portugueses, e o chefe da Organização de Energia Atómica do Irão, lideraram as negociações técnicas. O entendimento entre ambos devido a um passado comum no MIT contribuiu para o sucesso do acordo e para a reintegração do Irão no concerto das nações. Capacetes Brancos: O grupo de voluntários que compõe a Defesa Civil Síria, conhecida como “Capacetes Brancos”, luta para salvar vidas no meio das ruínas da guerra civil que devasta o país. Apesar dos riscos que os ativistas correm e da lógica de movimento não-violento em que se integram, são acusados de estarem ao serviço de potências que pretendem o afastamento de Bashar al-Assad e de terem uma agenda escondida. Muitos dos seus membros recebem treino no estrangeiro, em particular na Turquia. Edward Snowden: A fuga de informação promovida pelo antigo consultor da NSA alertou o mundo para a extensão da espionagem eletrónica numa era em que praticamente toda a gente tem um computador no bolso, pelo menos nos países mais desenvolvidos ou entre as classes sociais mais favorecidas. Um alerta que gerou reformas legislativas em muitos países, incluindo os Estados Unidos. O facto de estar sob um mandado de captura internacional não joga a seu favor. Jeanne Nacatche Banyere, Jeannette Kahindo Bindu e o Dr. Denis Mukwege: A luta contra a violência sexual é o compromisso de uma vida destes naturais da República Democrática do Congo. Pelo Hospital Panzi, em Bukavu, junto à fronteira com o Ruanda, já passaram milhares de vítimas dos conflitos que marcam a região.

Mas o nome do vencedor pode sair de uma lista mais extensa que inclui personalidades como o Papa Francisco ou o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o dirigente das FARC, Timoleón Jiménez, embora o chumbo do acordo de paz deva ter riscado estes nomes da lista.

Os habitantes das ilhas gregas que acolhem os refugiados também foram nomeados e são tidos como sérios candidatos devido à solidariedade demonstrada.

Em 1996, o Comité Nobel Norueguês distinguiu dois representantes da lusofonia, os timorenses Ximenes Belo e José Ramos-Horta, pelo “contributo para uma solução pacífica no conflito em Timor Leste”. No ano passado, foi distinguido o Quarteto Tunisino de Diálogo Nacional, pelo “contributo à construção de uma democracia pluralista na Tunísia no despertar da Revolução do Jasmim de 2011.”

O nome do vendedor deste ano será conhecido sexta-feira, às 11h00, em Oslo (10h00, em Lisboa), e poderá ficar a conhecê-lo, em direto, aqui na euronews.

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