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Áustria: À terceira, a extrema-direita pode ganhar a presidência


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Áustria: À terceira, a extrema-direita pode ganhar a presidência

A Áustria vota pela teceira vez na eleição presidencial. O resultado da segunda volta do mês de maio foi anulado em julho, pelo Tribunal Constitucional, por vício de forma. Foram apenas 31 mil votos que garantiram a vitória ao candidato ecologista, Alexander Van de Bellen face ao candidato da extrema direita, Norbert Hofer.

Depois disso, o Brexit, a vitória de Trump, as relações com a Rússia e a imigração tornaram-se temas incontornáveis na campanha dos dois candidatos que estão taco a taco nas sondagens.

Alexander Van der Bellen acusa o adversário de espalhar um clima de receio ao lançar ameaças de um “Öxit” – saída da Áustria da União Europeia e expressa-se claramente para que o país reste na União, num momento de grande incerteza após a eleição de Donald Trump:
“Não sabemos se Donald Trump vai aplicar mais políticas isolacionistas como as que anunciou. Para nós europeus isso só pode significar cerrar fileiras, explorar o que temos em comum e, mais do que nunca, defender os nossos interesses comuns”, afirma.

O protecionismo face à abertura das fronteiras. Um tema sobre o qual o candidato do FPO, o partido anti-imigração, reiterou os compromissos anteriores:
“Reafirmo que vou respeitar aquilo que prometi que é que o povo da Áustria vai decidir o que quer fazer com os acordos TTIP e CETA. E os cidadãos vão decidir quando eu tiver que os assinar no próximo ano. Vou fazer aquilo que o povo da Áustria quiser, porque o poder é do povo”, reiterou.

Este é o tipo de argumentos a que os austríacos, minados pelos receios de uma perda de poder económico, são sensíveis, apesar de as condições do país serem invejadas pelos vizinhos europeus: um défice público de 1%, uma taxa de crescimento de 1,3% no terceiro trimeste de 2016 e uma taxa de desemprego de 8,6% de acordo com o cálculo nacional e 6,3% segundo a União Europeia.

A Áustria é o terceiro país com a taxa de desemprego mais baixa da zona euro mas, habituados ao pleno emprego, os austríacos sentem-se inseguros e, segundo uma sondagem recente do Instituto Imas, só 23% acreditam num futuro melhor.

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