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Comissão Europeia endurece discurso sobre acordo pós-Brexit


A redação de Bruxelas

Comissão Europeia endurece discurso sobre acordo pós-Brexit

Tanto Theresa May como Bruxelas querem que o “divórcio” comece o mais rápido possível. Mas é ao Supremo Tribunal que cabe decidir ser o parlamento britânico tem ou não uma palavra a dizer. O veredito é esperado hoje.
Esta decisão pode encurtar caminho à primeira ministra britânica para acionar o artigo 50 até ao final de março, como já foi anunciado, ou pode atrasar o procedimento. De qualquer forma, parece que o governo britânico já começou a discutir futuros acordos de livre comércio pós-Brexit com países terceiros. Mas a Comissão Europeia não parece muito satisfeita.

Margaritis Schinas, porta-voz do executivo europeu, lembrou que “as negociações sobre um acordo de livre comércio são da competência da União Europeia, de acordo com os tratados. Estas regras foram reforçadas pelo Tratado de Lisboa e estamos a cumpri-las. Esta é uma questão da exclusiva responsabilidade da União Europeia, ou seja, pode ser debatida e discutida, mas só se pode avançar com as negociações depois de abandonar a União”.

O Comércio também deve estar na agenda do encontro entre Theresa May e Donald Trump que ocorre esta semana. O novo presidente norte-americano escolheu May como primeira líder europeia a encontrar. E é claro que esta não é uma escolha à sorte. Desde sempre deixou claro que acredita que o Brexit é uma escolha acertada e agora é o momento de mostrar o seu apoio.

A tensão cresce de novo nos Balcãs. A Sérvia, apoiada pela Rússia, e o Kosovo, a região declarada independente da Sérvia em 2008, apoiada pelos Estados Unidos, mas não reconhecida muitos países da ONU.

Agricultores de países como a Bélgica, Alemanha e França pintaram o edifício do Conselho Europeu com leite em pó num protesto que ocorreu durante o encontro de ministros da Agricultura da União, onde se discutia a situação do mercado. Os agricultores exigem a existência de um mecanismo permanente de crise para prevenir o excesso de produto a entrar diariamente no mercado.