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Exportações da Alemanha fecharam 2016 imunes ao "efeito Trump"


Economia

Exportações da Alemanha fecharam 2016 imunes ao "efeito Trump"

O comércio externo da Alemanha revelou um aumento do otimismo de quase 15 décimas no final do ano passado, revela um relatório do Instituto Ifo, de Munique. A subida dos 0,57 pontos de novembro para os 0,71 em dezembro revela que a maior economia europeia resistiu ao pessimismo gerado pelo chamado “efeito Trump” no setor das exportações.

Eleito Presidente dos Estados Unidos a 8 de novembro e empossado a 20 de janeiro, Trump pretende promover sobretudo a produção norte-americana e prometeu, por exemplo, aumentar as taxas alfandegárias para 35 por cento. O objetivo é aumentar a pressão sobre as importações e fomentar a aposta na produção interna.

A mudança ameaça, entre diversos setores germânicos, a indústria automóvel, uma das mais importantes do comércio externo germânico

Klaus Wholrabe, do Instituto IFO, explica, no entanto, que “até agora, Donald Trump não se fez sentir” na Alemanha. “O que é uma surpresa até pelas declarações de Trump a deixar antever um declínio da indústria exportadora alemã (no mercado norte-americano). De forma surpreendente, para já, ainda se sente muito otimismo no setor, mas é preciso lembrar, no entanto, que nenhuma decisão concreta de Trump foi ainda implementada”, avisa este economista alemão.

Apesar de uma recente sondagem também do Instituto Ifo (infrografia no “tuíte” em cima) deixar antever algum nervosismo entre as empresas germânicas, o Governo alemão manteve a estimativa de crescimento nos 1,4 por cento depois de ter alcançado os 1,9 por cento no ano passado.

“A economia alemã está em muito boa condição”, garantiu Sigmar Gabriel, o ministro da Economia germânica, apontando ao mercado asiático caso Donald Trump dificulte a entrada dos produtos alemães nos Estados Unidos.