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Presidente Rouhani visita Kuwait e Omã

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De  Antonio Oliveira E Silva  com REUTERS E IRNA
Presidente Rouhani visita Kuwait e Omã

<p><strong>Com Reuters e <span class="caps">IRNA</span></strong></p> <p>O presidente da República Islâmica do Irão, <a href="http://president.ir/en/president/biography">Hassan Rouhani</a>, fez uma visita oficial ao <strong>Sultanato do Omã</strong> e ao <strong>Emirado do Kuwait</strong>. A visita de um dia serviu, segundo Teerão, para reforçar as <strong>boas relações</strong> com vizinhos do Golfo arabo-pérsico e para reafirmar a necessidade de <strong>união</strong> entre as comunidades muçulmanas <strong>sunita e xiita</strong>.</p> <p>As relações entre o Irão- de maioria xiita – e os países do Golfo – de maioria sunita – têm passado por vários <strong>momentos de tensão</strong>, sendo o mais recente motivo de diferendo as posições antagónicas do Irão e dos seus vizinhos árabes a respeito dos conflitos na <strong>Síria</strong> e no <strong>Iémen</strong>.</p> <p>No caso da Síria, Teerão <strong>apoia abertamente</strong> o Governo de <strong>Damasco</strong> e o presidente Bashar al-Assad, <strong>patrocinando as milícias xiitas</strong> que lutam ao lado das tropas governamentais contra as diferentes fações rebeldes e contra os jihadistas do autoproclamado Estado Islâmico ou <strong><em>Daesh</em></strong> (sigla em língua árabe).</p> <p>No início do ano passado, <a href="http://pt.euronews.com/2016/01/05/cresce-a-tensao-entre-irao-e-arabia-saudita">os reinos da Arábia Saudita</a> e do Bahrein <strong>cortaram relações</strong> com a República Islâmica, depois de um grupo de manifestantes ter <a href="http://pt.euronews.com/2016/01/03/embaixada-da-arabia-saudita-em-teerao-foi-atacada">atacado a embaixada saudita em Teerão</a>.</p> <p>Posteriormente, como forma de solidariedade, o Kuwait, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos convocaram os seus Embaixadores no Irão, decisão que não foi adotada pelo Omã, que apenas lamentou o ataque à representação diplomática saudita. <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">President Rouhani welcomed by Kuwaiti emir <a href="https://twitter.com/hashtag/Iran?src=hash">#Iran</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/President_Rouhani?src=hash">#President_Rouhani</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Kuwaiti_emir?src=hash">#Kuwaiti_emir</a> <a href="https://t.co/hJck2d2gqw">https://t.co/hJck2d2gqw</a></p>— <span class="caps">IRNA</span> English <span class="caps">NEWS</span> (@IRNANews) <a href="https://twitter.com/IRNANews/status/831917040827035648">15 de fevereiro de 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> A Arábia Saudita e o Irão têm uma <strong>rivalidade histórica</strong> e lutam pelo estatuto de <strong>potência regional</strong>. Teerão é critico da proximidade das autoridades sauditas com os Estados Unidos. Uma rivalidade que se explica por <strong>questões geopolíticas</strong>, mas que é também religiosa – o cisma de <strong><span class="caps">XIV</span> séculos</strong> entre sunitas e xiitas. <br /> <strong>Mas o Omã e o Irão gozam de excelentes relações</strong>. <br /> O Omã serviu de <strong>mediador entre</strong> os Washington e Teerão em 2013, numa série de conversações que levaram ao acordo nuclear assinado em Genebra.</p> <p>Também em 2013, o Sultão Qaboos foi o <strong>primeiro líder</strong> de um país árabe a visitar o presidente Rouhani, depois da chegada ao poder do líder iraniano.</p> <p>E essa proximidade traduziu-se também no <strong>plano económico</strong>, já que Mascate e Teerão assinaram um acordo para que o <strong>gás iraniano</strong> fosse distribuido no Omã, num negócio avaliado em cerca de <strong>55 mil milhões de euros</strong>.</p> <p>Segundo a agência estatal noticiosa iraniana <span class="caps">IRNA</span>, o presidente Rouhani defendeu, em Mascate, uma política de “boa vizinhança” e de “segurança” no Golfo Pérsico”.</p> <p>O presidente iraniano insisitiu na necessidade de <strong>união entre muçulmanos sunitas e xiitas</strong>, recordando, segundo a agência <span class="caps">IRNA</span> que as duas comunidades conseguiram “conviver pacificamente durante centenas de anos.” <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr"><a href="https://twitter.com/hashtag/HisMajesty?src=hash">#HisMajesty</a> welcomes <a href="https://twitter.com/hashtag/Iranian?src=hash">#Iranian</a> president <a href="https://t.co/bjqFXu8lcD">https://t.co/bjqFXu8lcD</a> <a href="https://t.co/3tAM2JuJMv">pic.twitter.com/3tAM2JuJMv</a></p>— Times of Oman (@timesofoman) <a href="https://twitter.com/timesofoman/status/831836721687957504">15 de fevereiro de 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> Segundo a agência noticiosa do Omã, a <span class="caps">ONA</span>, ambos líderes debateram formas de intensificar a <strong>cooperação bilateral</strong>. O Sultão Qaboos ofereceu-se ainda para servir de <strong>mediador</strong> entre o Washington e Teerão, agora que as relações entre os dois Estados podem vir a passar por um <strong>maior distanciamento</strong>, depois da chegada ao poder do presidente <strong>Donald Trump</strong>.</p> <p>Depois da visita a Mascate o presidente iraniano deslocou-se ao <strong>Kuwait</strong>. No Emirado, o presidente Rouhani abordou, com o Emir <strong>Sheikh Sabah al-Ahmad al Sabah</strong>, as <strong>tensões</strong> com a Arábia Saudita e a forma de reaproximar Teerão e Riade.</p> <p>A agência <strong><span class="caps">IRNA</span></strong> diz que o presidente deixou o Kuwait <strong>satisfeito</strong>, depois de ter recebido, da parte das autoridades do Emirado, uma <a href="http://www.irna.ir/en/News/82432285/">mensagem de boa-vontade dos seis Estados do Golfo</a>, no sentido de “eliminar mal-entendidos” e “melhorar as relações entre os dois lados.”</p>