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Erdogan: "As práticas da Alemanha não são diferentes das dos nazis"


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Erdogan: "As práticas da Alemanha não são diferentes das dos nazis"

Proibir a campanha dos dirigentes turcos na União Europeia. A ideia é do chanceler austríaco, Christian Kern, em declarações ao jornal alemão Welt am Sonntag e surge antes de um ataque do presidente turco que comparou a Alemanha atual ao regime Nazi.

Uma referência à campanha de apoio à ambição do Presidente Erdogan de se dotar de poderes executivos, que será colocada num referendo a 16 de abril.

Nas últimas semanas as autoridades locais alemãs proibiram a realização de comícios na Alemanha, casa para um milhão e meio de eleitores turcos.

O governo da Holanda também tenciona barrar a campanha dos dirigentes da Turquia, o propósito foi referido pelo primeiro-ministro Mark Rutte no Facebook.

Geert de Wilders, candidato de extrema-direita, às próximas eleições pensa o mesmo.

“Se eu hoje fosse primeiro-ministro declararia ‘persona non-grata’ todos os dirigentes do governo turco, pelo menos até meados de abril quando se realiza o referendo”, declarou.

Este domingo o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou a Alemanha de não ser diferente do regime nazi por ter anulado eventos de campanha em pelo menos três cidades alemãs.

Num comício em Istambul de mulheres a favor do “sim” no referendo sobre o reforço dos seus poderes, marcado para 16 de abril, Recep Tayyip Erdogan afirmou: Pensava que a Alemanha tinha renunciado há muito tempo àquelas práticas… Estávamos enganados.

Erdogan lamentou ainda que a Alemanha dê “lições sobre democracia” e depois impeça os ministros turcos de falar.

Apesar do cancelamento dos três comícios, que o governo de Merkel afirmou ser responsabilidade do poder local, o ministro da Economia turca, Nihat Zeybekci, deve discursar hoje em Colónia e Leverkusen.