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Ministro turco volta a criticar a Alemanha e desta feita em território germânico


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Ministro turco volta a criticar a Alemanha e desta feita em território germânico

A Turquia voltou a criticar a Alemanha e desta feita em território germânico. Num comício que esteve quase para nõ acontecer, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco pediu à chanceler Angela Merkel para deixar de tentar dar lições de democracia aos turcos.

Mevlut Cavusoglu falou perante mais de uma centena de turcos no consulado turco em Hamburgo depois de as autoridades alemãs terem encerrado o local incialmente previsto para este comício de apoio à pretensão do Presidente Recep Tayyp Erdogan de mudar a Constituição e recuperar os poderes executivos perdidos quando se viu impedido de continuar a exercer o cargo de primeiro-ministro.

“Vocês não dão a cidadania aos nossos expatriados e querem impedir-nos de nos encontrar-mos com os nossos cidadãos turcos? Servirá isto à humanidade? Servirá isto à democracia? Será isto os direitos humanos? Servirá isto ao direito das pessoas de se reunirem? Por favor, não tentem dar-nos lições de democracia e de direitos humanos. Vejam-se ao espelho primeiro”, atirou Cavusoglu, com a plateia a responder um uníssono “não” sempre que deixou uma pergunta no ar.

O inflamado discurso do chefe da diplomacia de Ancara foi proferido na Alemanha, país onde reside a maior diáspora da Turquia e as autoridades tem vindo a impedir a realização destas manifestações políticas do país euroasiático. À porta do consulado deccorreu uma contra-manifestação onde se ouviu chamar, por exemplo, “ditador” ao chefe de estado turco.

A proibição de atos da campanha eleitoral para o referendo sobre a reforma Constitucional, por motivos formais ou de segurança, e para os quais estava prevista a presença de vários ministros turcos, aumentou a tensão entre Berlim e Ancara.

Na segunda-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, apelou à Turquia para “manter a cabeça fria” na atual crise diplomática entre os dois países, reagindo às declarações em que o Presidente Erdogan acusou a Alemanha de “práticas nazis”.

“Não podemos aceitar que a Alemanha interfira no referendo”, avisou o ministro, aludindo a uma campanha “sistemática” na Europa contra a Turquia numa altura em que o racismo e as forças políticas xenófobas se aproximam do poder em países como a Holanda e França.

Texto redigido em colaboração com a agência Lusa (MSE)

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