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Líder do Hamas apoia prisioneiros palestinianos em greve de fome

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De  Antonio Oliveira E Silva  com AFP E EFE
Líder do Hamas apoia prisioneiros palestinianos em greve de fome

<p><strong>Com <span class="caps">AFP</span> e <span class="caps">EFE</span></strong></p> <p>O líder do partido <a href="http://hamas.ps/en/">Hamas</a>, <a href="http://www.famousbirthdays.com/people/ismail-haniyeh.html">Ismail Haniyeh</a>, insistiu no <strong>apoio</strong> da força política, que luta pelo reconhecimento de um Estado da Palestina, aos presos palestinianos em <strong>prisões israelitas</strong>, <a href="http://pt.euronews.com/2017/04/17/israel-mais-de-mil-presos-palestinianos-em-greve-de-fome-nas-cadeias">em greve de fome desde de abril</a>.</p> <p>Estas foram as <strong>primeiras declarações</strong> da parte de Haniyeh em relação ao <strong>protestos e à greve de fome</strong> desde que <a href="http://hamas.ps/en/post/698/al-rujoub-congratulates-hanyieh-on-his-inauguration-as-a-head-of-hamas-movement">tomou posse como líder do Hamas</a>, no passado dia 6 de maio.</p> <p>“Vocês, (os prisioneiros) encontram-se no topo das nossas prioridades e dos nossos interesses em termos de trabalho”, disse o líder do Hammas.</p> <p>“Não só em palavras, mas também nas nossas ações, a todos os níveis”, concluiu. <br /> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="en" dir="ltr">The forced feeding will further detonate the conditions inside the prisons<a href="https://t.co/qUOpePmZue">https://t.co/qUOpePmZue</a></p>— Hamas Movement (@HamasInfoEn) <a href="https://twitter.com/HamasInfoEn/status/860856437706240000">6 de maio de 2017</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <br /> O <strong>Hamas</strong>, partido nacionalista e islamista na vertente sunita, dirige o <strong>Território Palestiniano da Faixa de Gaza</strong> desde <strong>2007</strong>. No entanto, a organização política é considerada como um <strong>grupo terrorista</strong> pela <strong>União Europeia</strong>, pelos <strong>Estados Unidos</strong> e pelo <strong>Estado de Israel</strong>.</p> <p>Relativamente à greve de fome, que atingiu proporções inesperadas para <strong>Tel Avive</strong>, autoridades penitenciárias do Estado de Israel deram a conhecer <strong>um vídeo</strong> onde Merwad Barghouthi, destacado líder palestiniano do Hamas e líder do movimento grevista, estaria supostamente <strong>a comer</strong>, apesar da anunciada greve de fome.</p> <p>Nas imagens, que apareceram em vários <em>media</em> israelitas, pode ver-se alguém que é descrito como <strong>Marwan Barghouthi</strong> a comer <strong>bolos</strong> e <strong>doces</strong>. As autoridades dizem que são imagens recolhidas no final de <strong>abril</strong> e no início de <strong>maio</strong>.</p> <p><strong>A veracidade das imagens não foi, no entanto, confirmada pelas redações da Euronews</strong>.</p> <p>A mulher de ​Barghouti, <strong>Fadwa Barghouti</strong>, disse à agência France Presse (<span class="caps">AFP</span>) tudo não passa de propaganda da parte das autoridades.</p> <p>“É um vídeo falso destinado a arrasar a moral dos prisioneiros”, disse a mulher do líder palestiniano.</p> <p>Fadwa disse ainda à <span class="caps">AFP</span> que o marido se encontrava em <strong>regime de isolamento</strong> e que tal já tinha acontecido <strong>22 vezes</strong> desde que foi detido pelas autoridades israelitas.</p> <p><strong>Uma greve de fome cuja dimensão apanhou Israel por surpresa</strong></p> <p>Mais de mil ativistas palestinianos, detidos em prisões israelitas, entraram em greve de fome, dia <strong>17 de abril</strong>.</p> <p>Protestam contra a suposta <strong>falta de assistência médica</strong> e contra a <strong>impossibilidade de visitas</strong> por parte das suas famílias e exigem <strong>condições de detenção dignas</strong>.</p> <p>A geve de fome lançada por Barghouthi tem vindo a mobilizar vários palestinianos, fora do quadro do seu partido político.</p> <p><a href="http://www.thefamouspeople.com/profiles/marwan-barghouti-5942.php">Marwad Barghouthi</a> cumpre <strong>cinco sentenças</strong> de <strong>prisão perpétua</strong> relacionadas com <strong>atentados</strong> supostamente cometidos durante a chamada <strong>segunda Intifada</strong>, entre <strong>2000</strong> e <strong>2005</strong>.</p> <p>A questão dos prisioneiros é particularmente importante para os palestinianos. Cerca de <strong>850 mil</strong> foram detidos por <strong>Israel</strong> desde a <strong>ocupação</strong> dos <strong>Territórios Palestinianos</strong> da <strong>Faixa de Gaza</strong> e <strong>Cisjordânia</strong> (incluida Jerusalém Oriental) em <strong>1967</strong>, ocupação jamais reconhecida pela <a href="http://www.ohchr.org/EN/Countries/MENARegion/Pages/PSIndex.aspx">Organização das Nações Unidas</a>.</p> <p><strong>Israel diz que Barghouthi tem uma “estratégia definida”</strong></p> <p>Mas <strong>Tel Avive</strong> defende-se das acusações e diz que o ativista tem feito “cálculos políticos”, segundo uma expressão do ministro israelita da Segurança Interna, Guilad Erdan.</p> <p>Segundo Israel, há <strong>894</strong> prisioneiros palestinianos em greve de fome.</p>