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Grécia aprova mais austeridade e o povo assusta-se


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Grécia aprova mais austeridade e o povo assusta-se

O governo grego aprovou esta sexta-feira as novas medidas de austeridade exigidas pelos credores internacionais para desbloquearem uma nova parcela da ajuda financeira ao país.

Nas ruas, os gregos tem vindo a contestar a austeridade, recorrente no país desde o início da crise há sete anos.

A euronews andou por Atenas e, entre os vários cidadãos com que falámos, um disse-nos que o governo não pode dizer que o país está “a caminho do crescimento ou das reformas quando, ao mesmo tempo, está tudo a ficar mais caro e os salários e as pensões mais reduzidos”. “Onde está o crescimento? Todas as lojas aqui à volta estão fechadas”, afirma apontando ao nosso redor.


Com a aprovação das novas medidas, o governo liderado por Alexis Tsipras (foto em cima) espera convencer o Eurogrupo a libertar mais uma tranche de 7,5 mil milhões de euros de ajuda.

À euronews, o professor de economia Kostas Melas diz ser preciso “encontrar uma forma de resolver a questão da dívida e conseguir um compromisso de como vai ser resolvida”. “Depois, baseado nisso, o Banco Central Europeu deverá conseguir incluir a Grécia no programa de alívio quantitativo e, partindo desta base, talvez também com uma linha de crédito preventiva, a Grécia irá ser capaz de regressar progressivamente aos mercados”, estima este economista.


Para já, no entanto, a Grécia necessita da ajuda externa como “de pão para a boca” para pagar o reembolso devido aos credores já em julho.

A correspondente da euronews em Atenas, Nikoleta Drougka diz-nos que a partir de agora “as medidas que vinham a ser preparadas em Atenas passam a lei”. “O governo grego sublinha as contra-medidas votadas e defende que este é o início do fim da crise. No entanto, as pessoas estão com medo de vir a sofrer ainda mais austeridade.”


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