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Primeira visita de Trump ao Médio Oriente e Europa

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Primeira visita de Trump ao Médio Oriente e Europa

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Uma “viagem com significado histórico para o povo americano”. Foi assim que Donald Trump descreveu a sua primeira viagem além mar enquanto presidente dos Estados Unidos.

Ríade, na Arábia Saudita, é a primeira paragem, aquela a que Trump também chamou “o coração do mundo muçulmano” e onde, disse, se dirigirá a uma “histórica reunião de líderes de mais de 50 nações muçulmanas”.


No discurso semanal de sexta feira, Trump dirigiu-se assim aos americanos: “Compatriotas americanos, este fim de semana começo a minha primeira viagem além mar como presidente – uma viagem com significado histórico para o povo americano. Estarei a visitar outros líderes em muitos países diferentes, a fazer novas parcerias e a unir o mundo civilizado numa luta contra o terrorismo.”

A Arábia Saudita a promover Ríade não apenas como capital do reino mas também como capital do mundo árabe e muçulmano e ainda da transformação económica da região, dizem alguns analistas políticos sauditas como Salman Al Ansari: “Há esta espécie de impulso enorme, há uma muito positiva energia que salta dos media sauditas no que toca à visita de Trump ao reino. E isso é muito perceptível porque é de facto uma visita histórica, algo que nunca aconteceu antes, sem precedentes.”

Para além do Rei Salman al-Saud e líderes do Golfo na Arábia Saudita, Trump visitará Israel, onde reunirá com o primeiro-ministro israelita e ainda com o presidente da Autoridade Palestiniana, em Belém, e o Vaticano, onde será recebido pelo Papa Francisco. A agenda conta ainda com Bruxelas, com a NATO, e a Sicília, com a cimeira dos G7. Três religiões e negócios numa semana cheia.


Antes de terminar o discurso semanal na véspera de aterrar em Ríade, pedindo a benção para os americanos e para os Estados Unidos, Trump não deixa de citar as peculiaridades de uma parceria elevada a amizade: “Também me comprometi quanto aos nossos parceiros terem de mostrar que so nossos parceiros, têm de mostrar que são amigos e têm de contribuir financeiramente para o tremendo encargo – o dinheiro que estamos a gastar – que é enorme, é tanto, e não é justo para a nossa nação. Eles têm de ajudar e estou certo de que o farão. De facto estou entusiasmado acerca de novas possibilidades de paz e prosperidade – espero que também o estejam.”


Três religiões – islamismo, judaísmo e cristianismo – e negócios que começam numa semana cheia para Donald Trump.