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China promete "nova ronda de abertura económica"

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China promete "nova ronda de abertura económica"

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A China garante que vai manter-se na rota da abertura económica mas sem reformar o seu sistema político, na véspera do início do congresso quinquenal do partido comunista.

A reunião que deverá reconduzir no poder Xi Jiping como um novo “grande timoneiro” do modelo de “um país e dois sistemas”, é acompanhada pela promessa de uma “nova ronda de abertura económica”, em resposta às exigências de parceiros comerciais como os Estados Unidos ou a União Europeia.

Uma “grande marcha” ao ritmo de um crescimento económico mais sustentável que meteórico, em queda nos últimos cinco anos, marcado por uma redução do investimento externo e a aceleração de reformas internas, como o combate à corrupção ou ao endividamento das empresas.

Uma situação que levou o FMI a rever em alta as perspetivas de crescimento da economia chinesa para 6,8%, uma décima acima das previsões do governo.

“Penso que tem sido um esforço bastante impressionante. A economia chinesa é imensa e complexa. Este tipo de transição é uma tarefa que seria dura para qualquer governo, mesmo com uma economia mais pequena e menos complexa. Penso que o governo e o povo chineses estão a atravessar um período de transição e modernização com bons resultados”, segundo David Lipton, vice-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional.

A abertura defendida por Pequim contrasta, no entanto, com as dúvidas sobre a capacidade do país em reformar as suas empresas públicas de forma a integrar capital privado, um dos objetivos das reformas defendidas pelo presidente Xi. Em paralelo, o investimento no exterior de janeiro a setembro, regista uma queda de 41,9%, com uma única exceção para os projetos integrados no plano de infraestruturas batizado “Nova Rota da Seda”.

Ma Zhengwu, um delegado ao Congresso do PC Chinês afirma:

“Esperamos aprofundar as reformas de forma a atingir novos patamares na reforma das empresas públicas”.

Uma promessa que não parece, no entanto, afastar as dúvidas dos investidores, na ausência de medidas concretas para reforçar a abertura económica do país.

A agência de notação Standard & Poors tinha revisto em baixa a nota da dívida chinesa, de A+ para AA-, na quinta-feira face a uma economia ainda demasiadamente baseada no Estado e na despesa pública.