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UE: Parceria de Leste "não é contra a Rússia"

Aumentar a cooperação político-económica para melhorar a vida dos cidadãos esteve em destaque na cimeira da Parceria de Leste, sexta-feira, em Bruxelas.

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UE: Parceria de Leste "não é contra a Rússia"

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Aumentar a cooperação político-económica para melhorar a vida dos cidadãos, mas sem fazer promessas sobre uma eventual entrada na União Europeia.

Esta posição comunitária foi transmitida às seis ex-repúblicas soviéticas que fazem parte da Parceria de Leste, durante uma cimeira, sexta-feira, em Bruxelas.

O presidente do Conselho Europeu fez questão de dizer que não há um jogo para ver quem tem maior esfera de influência sobre os países vizinhos da Rússia.

“A Parceria de Leste não é algo que existe contra a Rússia, não é um concurso de beleza geopolítica entre a Rússia e a União Europeia, mas uma verdadeira parceria entre países soberanos”, realçou Donald Tusk, na conferência de imprensa final.


A medição de forças com a Rússia tem sido feita, sobretudo, na Ucrânia, cuja aproximação ao bloco europeu lhe valeu a perda de controlo de território para o Kremlin.

Os europeus vão continuar a ajudar mas fazem exigências ao governo de Kiev.

“A Ucrânia está a fazer um progresso notável, embora não seja tão grande quanto aquilo que nós desejaríamos. É preciso fazer as reformas necessárias para fortalecer a boa governação e lutar firmemente contra a corrupção”, referiu Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia.

Apesar da ausência do Presidente da Bielorrússia, Aleksandewr Lukashenko, conhecido como o “último ditador da Europa”, há uma melhoria das relações deste país com a União Europeia desde que o governo de Minsk ajudou a mediar o processo de paz para a Ucrânia.

A Parceria de Leste é constituída, ainda, pela Moldávia, Geórgia, Arménia e Azerbaijão.