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Milhares de deslocados por causa da erupção iminente do Mayon

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Milhares de deslocados por causa da erupção iminente do Mayon

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Mais de 12 mil pessoas receberam ordem para deixar as suas casas na ilha filipina de Luzon, no norte do arquipélago, por causa da erupção iminente do Mayon, um dos vulcões mais ativos do país, situado 300 quilómetros a norte da capital, Manila.

As erupções do Mayon tornaram-se mais intensas nas últimas 24 horas e foram sentidos movimentos de terra na base do vulcão.

De acordo com o Phivolcs, o Instituto Filipino de Volcanologia, o Mayo produz agora lava de forma mais intensa.

Este fim de semana, foram registadas intensas nuvens de vapor. Os habitantes dizem que, no domingo, o vulcão emitiu fortes vibrações.

As autoridades falam na possibilidade da existência de nuvens tóxicas e da ocorrência de deslizamentos de terra na região, fenómeno que poderia agravar-se por causa chuvas intensas.

Mais de 50 erupções em 400 anos

O Philvocs indica que a lava produzida pelo Mayon parece ser mais fina do que a da erupção de 2014, pelo que poderia descer pelas encostas mais rapidamente.

A erupção de 2014 obrigou mais de 60 mil pessoas a abandonarem a região. Um ano antes, quatro turistas e um guia local morreram numa outra erupção.

Uma erupção de 2006, seguida de um tufão, provocou deslizamentos de terras nas encostas do Mayon, deixando mil mortos.

A mais grave das erupções registadas ocorreu em 1814, causando a morte a 1,200 pessoas, a maioria das quais soterradas pela lava.

O Mayon é o mais conhecido dos vulcões das Filipinas, famoso  pela perfeição das suas formas. Mede mais de 2,400 metros de altitude e tem-se manifestado cerca de 50 vezes nos últimos 400 anos.

Com 53 milhões de habitantes, a ilha de Luzon é a mais populosa das Filipinas. É uma das 20 maiores ilhas do mundo.