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Malta vai acolher o Lifeline

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O Lifeline vai poder atracar em Malta. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro maltês, Joseph Muscat, que confirmou a chegada do navio humanitário, com mais de 200 migrantes a bordo, ainda esta noite.

Segundo a ONG alemã responsável pela missão, vários passageiros necessitam de assistência médica.

A odisseia do Lifeline, que há seis dias procura um porto de abrigo, tem atravessado as redes sociais, nas quais a ONG alemã repetiu o pedido de acolhimento a Malta e criticou o alheamento da Alemanha em toda esta situação. "Se houver mortes", escreveu-se, a responsabilidade será de Horst Seehofer, o controverso ministro do Interior do governo Merkel, que pretende fechar as fronteiras alemãs.

Para além de Malta, há outros sete países europeus que já se comprometeram a acolher parte dos migrantes do Lifeline: Itália, França, Espanha, Luxemburgo, Bélgica, Holanda e Portugal.

A questão migratória promete dominar o próximo Conselho Europeu, que decorre esta quinta e sexta-feira, com Angela Merkel e Emmanuel Macron a fazerem apelos urgentes para encontrar um consenso.