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ONU: Catástrofe humanitária no sudoeste da Síria

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ONU: Catástrofe humanitária no sudoeste da Síria

ONU: Catástrofe humanitária no sudoeste da Síria
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O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) diz que há milhares de civis reféns dos combates entre tropas Governamentais e os rebeldes no sudoeste da Síria, que lutam pelo controlo das províncias da região, como Deraa, consideradas estratégicas.

As Nações Unidas dizem que a situação recorda a da batalha por Guta Oriental, tendo, neste caso, o número de deslocados que chegou ao campos de Quneitra triplicado e alcançado cerca de 160 mil pessoas.

A ofensiva no sudoeste da Síria começou dia 19 de junho.

De acordo com um comunicado do ACNUDH, existem pontos de passagem, controlados pelo Governo de Damasco, onde são cobradas centenas de dólares aos deslocados para que possam chegar a zonas seguras.

Por outro lado, o Alto Comissariado refere também que os jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico ou DAESH (sigla em árabe), presentes na região de Yarmuk, mantinham famílias de civis presas na região, impedindo qualquer movimento.

As Nações Unidas temem que as chamadas zonas de pacificação se tornem num palco para a morte de civis em grande escala.

Sexta-feira, o exército sírio de Bashar al-Assad divulgou um vídeo que mostrava tropas em cobate com os rebeldes em Daraa.

As tropas de Damasco falam em progressos nas zonas rurais de Daraa, onde terão conseguido conquistas pontos estratégicos a forças rebeldes.

A agência Estatal síria SANA disse também que o exército Governamental tinha conseguido avançar posições em Daraa e chegou mesmo à zona de Sweida, cidade com maioria populacional drusa, próxima da fronteira com a Jordânia.

Grupos ativistas alinhados com a oposição ao Governo de al-Assad disseram que a violência não diminuiu, apesar de uma trégua de 12 horas conseguida graças à moderação da Rússia e da Jordânia, válida a partir da meia-noite de quinta-feira.