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Portugal enfrenta menos incêndios

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Portugal enfrenta menos incêndios

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As autoridades portuguesas anunciaram esta terça-feira que 2018 é, para já, o quarto ano com menos fogos e o segundo com menos área ardida da última década.

O secretário de Estado da Proteção Civil, José Artur Neves, diz que os bons resultados alcançados até ao momento mostram "a robustez dos meios presentes no terreno, nomeadamente no ataque inicial".

O Grupo de Intervenção de Proteção e Socorro (GIPS) da GNR foi uma das forças que recebeu mais meios, nomeadamente 20 viaturas ligeiras de combate a incêndios, no passado dia 3, e foi reforçada com 500 efetivos.

"O acréscimo significativo do nosso efetivo, pelo menos em termos de eficácia e eficiência da nossa força, vem melhorar substancialmente. No entanto, não nos podemos esquecer que estamos integrados num sistema de proteção e socorro nacional, em que todas as entidades colaboram entre si e só com a ajuda de todos é que, efetivamente, conseguimos lidar com um problema tão grave como seja este dos incêndios florestais", realçou João Fernandes, capitão do GIPS.

Mas o verão ainda nem vai a meio e as temperaturas têm estado mais baixas do que o habitual.

No ano passado Portugal enfrentou incêndios trágicos em junho e outubro, que mataram mais de cem pessoas.

Para evitar nova tragédia, as fases de combate foram substituídas por níveis de prontidão, passando a haver um dispositivo permanente ao longo do ano e reforçado entre 15 de maio e 31 de outubro.

Em relação a 2017, o dispositivo de combate a incêndios conta, este ano, com mais mil operacionais, 400 viaturas e sete aeronaves.