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Abriram as urnas no Zimbabué nas primeiras presidenciais depois de Mugabe

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Abriram as urnas no Zimbabué nas primeiras presidenciais depois de Mugabe

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Mais de cinco milhões de eleitores zimbabueanos começaram a votar esta segunda-feira nas primeiras eleições presidenciais depois da demissão do antigo presidente, Robert Mugabe, que dirigiu com mão de ferro o país da África Austral, durante quase quatro décadas. Mugabe deixou o cargo na sequência de um golpe de força da parte do Exército, e, novembro de 2017.

De acordo com as agências internacionais, o processo eleitoral parece estar a decorrer sem grandes problemas, apesar de alguns relatos de intimidações em certas regiões do país.

O presidente permitiu a entrada dos media internacionais e a presença de observadores estrangeiros, da União Europeia, Estados Unidos e da Commonwealth.

O presidente Emmerson Mnangagwa, de 75 anos, enfrenta Nelson Chamisa, de 40 anos, um advogado e pastor que poderia tornar-se no mais jovem chefe de Estado zimbabueano desde a independência total do país, em 1980.

Mas sondagens indicam que Mnangagwa, que assumiu a presidência depois da queda de Mugabe em novembro do ano passado, poderá continuar no cargo, com uma vitória, ainda que por escassa margem, sobre Chamisa.

Conhecido como "o Crocodilo," Mnangagwa disse querer um Zimbabué mais forte economicamente, com mais investimento estrangeiro e livre de divisões internas.

Lidera o partido União Nacional Africana do Zimbabué-Frente Patriótica (ZANU-PF, na sigla inglesa), de Robert Mugabe.

Nelson Chamisa, líder do Movimento para a Mudança Democrática (MDC-T, na sigla inglesa) é o principal opositor de Mnangagwa. Sucedeu a Morgan Tsvangirai, que morreu em fevereiro, vítima de doença prolongada.

No Domingo, a surpresa chegou com umas declarações de Robert Mugabe. O antigo presidente disse que ia votar na oposição. Emmerson Mnangagwa acusou-do ter um acordo com Nelson Chamisa.

O vencedor tem como tarefa reintegrar o Zimbabué na Comunidade Internacional, reconstruindo laços diplomáticos dentro do continente Africano e com a União Europeia, e ultrapassar a grave crise económica, pondo fim à corrupção e ajudando a retirar da pobreza grande parte da população.

De acordo com a lei eleitoral zimbabueana, o Presidente é eleito por maioria absoluta, através de um sistema de duas voltas, para cumprir um mandato de cinco anos.

Caso não seja eleito um candidato na primeira volta, um segundo escrutínio está previsto para dia oito de setembro.

Nestas eleições apresentam-se também Ambrose Mutinhiri, pela Frente Patriótica Nacional, Thokozani Khupe, vice-primeira-ministra do Zimbabué de fevereiro de 2009 a agosto de 2013, pelo Movimento para a Mudança Democrática (MDC-T, sigla em inglês), Noah Manyika, pelo partido Construir a Aliança do Zimbábue, Dumiso Dabengwa pela União do Povo Africano do Zimbabué (ZAPU, sigla em inglês), Elton Mangoma, pela Coligação de Democratas (CODE, sigla em inglês), Joice Mujuru, partido Coligação Arco-íris do Povo, e Nkosana Moyo, Aliança para a Agenda do Povo.