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NATO: Turquia pode continuar a bloquear adesão da Finlândia e Suécia

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De  Euronews
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A adesão dos dois países escandinavos e o veto turco estão em destaque na cimeira de Madrid
A adesão dos dois países escandinavos e o veto turco estão em destaque na cimeira de Madrid   -   Direitos de autor  Burhan Ozbilici/AP

A NATO está à procura de uma solução para desbloquear o acesso da Finlândia e da Suécia à aliança militar.

O assunto promete dominar a cimeira da Aliança Atlântica que arranca esta terça-feira em Madrid.

A Turquia tem mostrado preocupações e bloqueado o processo, mas há esperança que uma reunião, à margem do encontro, entre o presidente turco e os líderes da Finlândia e da Suécia permita desbloquear o veto turco.

"Uma das questões levantadas pela Turquia diz respeito à resposta da Suécia aos pedidos de extradição feitos por Ancara. Estes assuntos são tratados com rapidez e de forma cuidadosa pelo nosso sistema legal, de acordo com a convenção europeia sobre extradição. A Suécia não é e não será um porto seguro para o terrorismo", sublinhou a primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson.

A Finlândia e a Suécia candidataram-se à NATO na sequência da invasão russa da Ucrânia, mas Ancara tem condições.

Exige que os dois países deixem de apoiar organizações políticas curdas e o levantamento do embargo das armas com destino à Turquia.

Especialistas dizem que é tempo de acabar com o impasse, atendendo à importância da Turquia na NATO e à guerra na Ucrânia.

"A Turquia, por causa da sua posição geográfica, mas também por causa da sua orientação política, tem um papel extremamente importante a desempenhar na guerra russa na Ucrânia ao tentar restringir a ação da Rússia, por exemplo, restringindo o acesso ao Mar Negro, que é o que Ancara tem legalmente o direito de fazer. E também fornecendo o tipo de assistência de armamento que os ucranianos precisam para poderem prevalecer no campo de batalha", referiu, em entrevista à Euronews, Fabrice Pothier, da consultora internacional Rasmussen Global.

A Turquia confirma a reunião com os líderes nórdicos durante a cimeira da NATO em Madrid, mas sublinha que isso não significa uma mudança de posição.