"O Beijo" de Gustav Klimt já pode ser "tocado" em Viena

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De  Francisco Marques
"O Beijo" de Gustav Klimt já pode ser "tocado" em Viena

<p>“O Beijo” de Gustav Klimt será, porventura, o quadro mais famoso de Viena. Por ano, mais de um milhão de pessoas deslocam-se à capital da Áustria para ver o original e agora há ainda mais gente com possibilidade de desfrutar desta obra clássica do portefólio do pintor simbolista austríaco.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Gustav Klimt's <span class="caps">KISS</span> at your fingertips! EU-project for the development of 3D-Technologies for People with Visual im… <a href="https://t.co/xUfaoQaTTe">pic.twitter.com/xUfaoQaTTe</a></p>— Belvedere Museum (@belvederewien) <a href="https://twitter.com/belvederewien/status/786217444864131072">12 de outubro de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Graças ao <a href="http://www.ambavis.eu/">projeto <span class="caps">AMBAV</span>is</a> (acesso a museus para pessoas invisuais ou com problemas de visão), financiado pela União Europeia, quem sofre de problemas graves de visão ou até mesmo de cegueira já pode admirar o “beijo” de Klimt numa versão física em 3-D.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="pl" dir="ltr">Dotknąć “Pocałunku” Gustava Klimta <a href="https://t.co/tQTAYBDRk9">https://t.co/tQTAYBDRk9</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Wiede%C5%84?src=hash">#Wiedeń</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/muzeum?src=hash">#muzeum</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/sztuka?src=hash">#sztuka</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Klimt?src=hash">#Klimt</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Belvedere?src=hash">#Belvedere</a> <a href="https://t.co/g3DdrMRpMu">pic.twitter.com/g3DdrMRpMu</a></p>— Centrum Prasowe <span class="caps">PAP</span> (@CentrumPrasowe) <a href="https://twitter.com/CentrumPrasowe/status/791209696409640960">26 de outubro de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Dominika Raditsch é alemã, perdeu a visão aos quatro anos devido a uma infeção na vista e foi uma das primeiras pessoas a ter a experiência de tocar na versão em relevo do quadro de Klimt. “É, de certa forma, arredondado e enredado. Podemos senti-lo. Comunica connosco e nalgumas partes é tão macio. Leva-me a imaginar que se calhar também brilha. Não o consigo ver, mas é o que fantasio. É um belo desafio à imaginação”, resume Raditsch.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Now You Can Touch <a href="https://twitter.com/hashtag/GustavKilmt?src=hash">#GustavKilmt</a>’s <a href="https://twitter.com/hashtag/TheKiss?src=hash">#TheKiss</a>’ at the <a href="https://twitter.com/hashtag/BelvedereMuseum?src=hash">#BelvedereMuseum</a> <a href="https://twitter.com/belvederewien"><code>belvederewien</a><br> <a href="https://t.co/bJd6bswdkv">https://t.co/bJd6bswdkv</a> <a href="https://twitter.com/artnet"></code>artnet</a></p>— Sarah Cascone (@sarahecascone) <a href="https://twitter.com/sarahecascone/status/786575426017689600">13 de outubro de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Tocar nos relevos permite criar na mente das pessoas uma versão da imagem pintada por Klimt. Os dedos servem de intermediário entre a reprodução em 3-D e o cérebro do espetador.</p> <p>Andreas Reichinger tem vindo a trabalhar desde há cinco anos <a href="https://www.vrvis.at/research/projects/ambavis/">neste projeto de relevos em 3-D</a> para serem tateados. “Até agora, ‘O Beijo’ foi o meu trabalho exposto mais difícil. Integra partes muito figurativas e físicas. Por outro lado, tem também algumas partes planas e ornamentais”, explicou-nos o reprodutor em 3D.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="de" dir="ltr">Kuss von Gustav Klimt für Blinde “begreifbar” <a href="https://t.co/hEGmTegBzI">https://t.co/hEGmTegBzI</a></p>— Belvedere Museum (@belvederewien) <a href="https://twitter.com/belvederewien/status/786472939801579521">13 de outubro de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Em parceria com o projeto <span class="caps">AMBAV</span>is, o Museu Belvedere, em Viena, está a planear disponibilizar guias áudios interativos para os invisuais. Um conjunto de câmaras e sensores vão ser usados para garantir que a parte do relevo da obra a ser tateada seja explicada logo no momento ao espetador.</p>