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Dubai aposta na tecnologia Hyperloop

Dubai aposta na tecnologia Hyperloop
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O setor dos transportes poderá viver uma transformação revolucionária graças à tecnologia Hyperloop. Vista por alguns como uma utopia, a nova tecnologia baseia-se na levitação magnética.

Uma das primeiras ligações de transporte passageiros poderá operar a partir do Dubai. A euronews falou com o Harj Dhaliwal, diretor da filial para o Médio Oriente e Índia da Hyperloop One.

Euronews: O que é a tecnologia Hyperloop e como funciona?

Harj Dhaliwal: "O Hyperloop é um cruzamento fascinante entre a engenharia espacial, aeroespacial e o comboio de alta velocidade. Temos um tubo, mas, tiramos-lhe o ar. É como voar na borda do espaço. No interior desse ambiente, colocamos um veículo a que chamamos cápsula. O veículo, a cápsula, é levitado através da levitação eletromagnética. Em seguida, propelimos esse veículo com motores de indução linear o que nos permite atingir velocidades extremamente altas num ambiente muito seguro. Imagine que o tempo e a distância deixam de ser uma barreira. Provámos ao mundo que essa tecnologia funciona em grande escala. Em meio quilómetro atingimos velocidades próximas dos 400 quilómetros por hora. Não temos qualquer dúvida de que seremos capazes de atingir a velocidade teórica de 1100 km por hora. No final de 2027 já teremos certamente pessoas a viajar". Imagine que entra no seu carro autónomo. Esse carro entra numa cápsula do Hyperloop que viajaria milhares de quilómetros. O veículo sairia da cápsula e deixava-o à porta do destino desejado. Essa seria a viagem perfeita. É o objetivo a concretizar daqui a dez ou 15 anos".

Euronews: "Aqui no Dubai, uniram-se a um dos maiores operadores portuários do mundo, o DP World. Pode falar-nos dessa colaboração?"

Harj Dhaliwal: "A nossa visão é ter um Golfo interligado. E isso significa poder viajar de Abu Dhabi a Riade em 48 minutos, e do Dubai para Abu Dhabi em 12 minutos. Penso que a verdadeira colaboração tem a ver com a visão da DP World em relação ao futuro da distribuição global de mercadorias. Imagine que o tempo de transporte, da produção à entrega das mercadorias, passasse de semanas a algumas horas. O impacto dessa mudança será provavelmente tão forte como o da aviação em 1904. A corrida pelo futuro começou!"

Hyperloop One

Zona de comércio livre em África

Numa altura em que potências mundiais como os EUA e o Reino Unido põem em causa os acordos comerciais multilaterais, o continente africano quer implementar um acordo histórico de comércio livre entre 54 países. Estima-se que este bloco económico valeria mais de 3 biliões de euros. Mas entre os países que já aderiram há quem tema as consequências negativas do acordo.

Vantagens e desvantagens

O Acordo de Livre Comércio Continental Africano (AfCFTA) tem como objetivo criar um bloco económico de mais de 3 biliões de euros, entre 54 países africanos. Os grandes mentores do acordo, como a África do Sul e o Quénia, dizem que as empresas terão acesso a milhões de novos clientes. Mas no maior mercado do continente, a Nigéria, muitos temem que os produtos baratos de países vizinhos prejudiquem a produção local. "Definitivamente, não é um jogo equitativo. A Nigéria, é o leão de África, o maior país em número de pessoas e o maior mercado. Vamos dar muito em troca de algo que não é suficiente ", referiu Adeleke Adeleye, diretor operacional, da Fae Limited.

Apesar de o PIB da Nigéria rondar os 400 mil milhões de euros, a economia do país tem pontos fracos, nomeadamente, uma forte dependência das exportações de petróleo, um elevado nível de contrabando e más infraestruturas de transporte. "A harmonização do sistema aduaneiro e as barreiras técnicas são algumas das coisas que devem ser negociadas entre os signatários do acordo para evitar o aumento do dumping e do contrabando", sublinhou Mansur Ahmed, Presidente da Associação de Produtores da Nigéria.

Para aproveitar ao máximo o acordo de comércio livre, a Nigéria teria de investir cerca de 13 mil milhões e meio de euros nas redes de transporte e no setor da energia, o que permitira melhorar a capacidade de produção do continente. "África tem de possuir uma capacidade industrial própria para poder tirar proveito de um mercado de 3,3 biliões de dólares graças à Área de Livre Comércio Continental Africana", afirmou Akinwumi Adesina, Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento.

Se a Nigéria, com os seus 190 milhões de habitantes, recuar na implementação do acordo, todo o projeto poderá ser posto em causa.

Akinwumi Adesina, Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento

Os influenciadores do Médio Oriente e Norte de África

O Médio Oriente e o Norte da África possuem alguns dos influenciadores mais bem pagos a nível mundial. As grandes marcas estão dispostas a pagar somas elevadas para angariar mais clientes através das redes sociais.

Para a empresária e consultora de moda Alanoud Badr, exercer influência através das redes sociais é o cerne do negócio. Depois ter criado um blogue, a influenciadora libaneso-saudita lançou a marca de blazers Lady Fozaza em 2011 que chamou a atenção de celebridades como Lady Gaga e Kim Kardashian.

A influenciadora libaneso-saudita tem quase 750 mil seguidores no Instagram e foi recrutada para promover outras marcas. "Quando temos uma ligação especial com os seguidores, tudo o que dissermos terá impacto. Se quisermos promover uma marca ou qualquer outra coisa, os seguidores vão aceitar e reagir a essa iniciativa. E isso tem valor económico", explicou Alanoud Badr, influenciadora digital.

Mas nas redes sociais nem que tudo o que luz é ouro. Há contas com um número elevado de seguidores mas em que esses seguidores estão poucos envolvidos e há contas falsas ou inativas.

Alanoud Badr, influenciadora digital.

O mercado da influência

Os Emirados Árabes Unidos decidiram regular o mercado da influência. Os influenciadores são obrigados a estar registados e a possuir uma licença. "Antes desta decisão, as coisas eram por ventura caóticas, mas, agora, o processo está organizado. As pessoas e as empresas conhecem os seus direitos e responsabilidades", referiu Nasser Al Tamimi, Diretor de licenças no Conselho Nacional dos Média dos Emirados Árabes Unidos.

Foram emitidas até agora cerca de 1700 licenças no valor de 4.000 dólares por ano. Para pedir uma licença é preciso ter mais de 21 anos e um curso superior.

Segundo o proprietário da agência Sunday, Ashley Cadzow, a região do Médio Oriente e Norte de África possui alguns dos influenciadores mais caros do mundo, com contratos que variam entre os 3 mil e os 100 mil dólares. "Estou sempre em reuniões com marcas, querem saber como se fala aos clientes da Arábia Saudita, ou do conselho de cooperação do Golfo. Os influenciadores permitem fazê-lo", disse Ashley Cadzow, fundador da agência Sunday.