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O Fim do Plástico Descartável

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O Fim do Plástico Descartável
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O mundo produz mais de 300 milhões de toneladas de plástico por ano e o plástico é uma das maiores ameaças à poluição global. O Dubai está empenhado em ajudar a resolver o problema. Os aeroportos da cidade recebem milhões de passageiros por ano. E com eles vêm cinco mil e quinhentas toneladas de plástico. Mas a situação está a mudar. Desde o início do ano, são proibidos todos os plásticos descartáveis no interior dos terminais.

Isto significa o fim dos que talheres de plástico, garrafas de água , embalagens e sacos de plástico nos cafés e restaurantes.

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Eugene Barry, vice-diretor executivo da DUBAI AIRPORTS, destaca a adesão dos parceiros a esta iniciativa.

_"Noventa e cinco por cento dos nossos parceiros comprometeram-se a substituir o plástico para materiais mais apropriados e relevantes nos produtos que estão a utilizar no catering e nas lojas em todo o aeroporto. (...) _

_"Alguns de nossos parceiros como a McDonald's, Costa Coffee, Pret a Manger e algumas de nossas marcas locais como Tree House e Transee já introduziram produtos que são alternativas adequadas. Penso que esta é a fase inicial de um longo caminho, para termos uma abordagem mais amiga do ambiente na gestão de negócios". _

Neste momento, os aeroportos do Dubai estão na primeira fase da implementação da proibição dos plásticos de uso único. Esperam que esta seja uma estratégia que possa servir de modelo para outras grandes empresas e centros de transporte.

Como correu a adaptação das empresas? Quais são as alternativas?

Encontrámos algumas respostas nos 700 hotéis do Dubai. Mudanças simples como trocar as garrafas de água de plástico por garrafas vidro fazem uma grande diferença. E os cartões-chave de plástico podem em breve ser ultrapassados, à medida que são trocados por materiais com base na madeira.

Na Avani Middle East, a procura está quase a ultrapassar a oferta de alternativas ao plástico.

Peter Avram, diretor - executivo da empresa, acredita que o setor privado "está na vanguarda da luta contra a pandemia do plástico e do uso do plástico descartável".

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"Até há alguns anos, não tínhamos grandes soluções, principalmente para os sacos. Este saco é feito de uma espécie de batata. Chama-se mandioca. É misturada com óleo vegetal e depois são produzidos uma espécie de grãos. São processados através de máquinas que os derretem e os sopra em película. Depois cortamos em diferentes formas.".

"Temos um par de clientes que já vendem este produto, como a Virgin Megastore. Mas ainda temos operadores que usam sacos. O que aconteceu foi que reduzimos o consumo do plástico até mais de 50%. E essa é a maior contribuição que poderíamos dar".

No Dubai, cerca de 90% das pessoas estão a fazer um esforço consciente para reduzir o consumo de resíduos plásticos. Quase quatro em cada cinco dizem que reciclam mais agora do que há cinco anos. E uma em cada quatro pessoas diz que é encorajada a reciclar por grupos que defendem iniciativas livres de plástico. As empresas sabem que a mudança traz implicações financeiras. Mas para muitos, como Tom Arnel, proprietário do café Common Grounds, continuar a usar apenas plástico não é uma opção.

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"Servimos milhares de clientes por semana e os pequenos gestos que podemos fazer podem levar-nos muito longe para ajudar a situação. Trata-se apenas de garantir que fazemos o trabalho para perceber onde está o plástico de uso único. Todos os nossos copos de plástico, todas as nossas tigelas, pratos de plástico e talheres.

Temos de reabastecer as áreas das nossas cozinhas com matérias que sabemos que são amigas do ambiente. O feedback dos nossos clientes tem sido incrível. __Por isso, desde que todos façam a sua parte e compreendam o impacto, seremos capazes de fazer uma mudança juntos".

A mensagem do Dubai é simples e clara: o fim do plástico descartável só pode ser conseguido em conjunto e a cidade está determinada a liderar o caminho.