Penny Naas, diretora do gabinete de Bruxelas do German Marshall Fund, considera que a vitória democrata nas eleições intercalares foi “maior do que o esperado”. Aponta as “questões do dia a dia, discutidas à mesa da cozinha” como o principal motor dessa mudança de rumo eleitoral e uma “profunda insatisfação em relação ao presidente”.
Apesar da derrota histórica, Naas acredita que “o trumpismo continua vivo”, com uma “base de apoiantes forte” constante, mas que a maioria das pessoas “não apoiou a orientação que o presidente tinha seguido” em muitas questões. A partir de agora, considera que Trump estará “muito concentrado no seu legado”, “a criar os monumentos ... que ninguém irá construir em sua honra”.
Acrescenta que Trump convenceu, nas últimas eleições presidenciais, como candidato de fora do sistema, mas que muitas das suas políticas têm sido até “péssimas” para grande parte da sua base de apoiantes.
Os Estados Unidos realizaram ontem eleições intercalares para renovar a Câmara dos Representantes e um terço do Senado, além de vários governadores estaduais.