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Natalie Lankester: "os cavalos são capazes de estabelecer uma relação forte connosco"

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Natalie Lankester: "os cavalos são capazes de estabelecer uma relação forte connosco"
Direitos de autor  euronews   -   Credit: Dubai
De  Gorkem Sifael

A história de Natalie Lankester, cavaleira da equipa dos Emirados Árabes Unidos para os Jogos Asiáticos.

"Tinha provavelmente três anos quando andei de pónei pela primeira vez. Quando temos essa ligação com o cavalo, isso fica dentro de nós. Pratiquei um pouco de salto e de cross-country e fiz várias coisas antes de me dedicar ao treino de equitação. Adoro ensinar e desenvolver coisas com o cavalo. Comecei a competir, por volta dos seis anos, e depois com o tempo, deixei de fazê-lo. Concentrei-me nos estudos, e mudei-me para o Dubai em 2010", contou à euronews Natalie Lankester.

"Era impossível ver um cavalo na TV e não sentir nada"

"No ínicio, quando cheguei, não estava ligada aos cavalos, trabalhava em design de iluminação. Mas esse mundo continuava a atrair-me. Era impossível ver um cavalo na televisão e não sentir nada. Finalmente, tive o meu primeiro cavalo aqui no Dubai. Era um cavalo que não competia, e a minha missão era reeducá-lo. Ele ensinou-me muito, introduziu-me no mundo do desporto, aqui. Estou-lhe muito grata por isso", disse a cavaleira dos EAU.

"Depois, em 2015, conheci o meu marido. Ele fazia salto com cavalos e integrou a equipa dos Emirados Árabes Unidos para os Jogos Asiáticos de 2010, onde ganhou uma medalha de prata. Eu tinha de estar à altura. A minha primeira temporada aqui foi exigente mentalmente. Eu nunca tinha estado em grandes competições. Por sorte, estava com a minha égua, a Allie. Ela segurou-me levou-me com dela. Deu-me confiança para pensar que podia conseguir, que podia progredir no desporto e fazer carreira nesta modalidade", confessou Natalie Lankester.

Foi nessa altura que comecei realmente a apreciar a relação que tenho com os cavalos. Eles são capazes de estabelecer uma relação forte connosco e ajudar-nos a manter os pés na terra.
Natalie Lankester, cavaleira da equipa dos Emirados Árabes Unidos

O ponto de viragem

"Nessa altura, ensinava cavalos, eu própria estava a progredir e treinava. Foi aí que o meu marido foi diagnosticado com leucemia e o prognóstico era desconhecido. A situação podia durar muito tempo. Não sabia se ia perder o meu marido. Não sabia quanto tempo tínhamos. Não sabia nada. Tinha de recuperar a minha calma e precisava de encontrar alguma serenidade no meio da situação. Porque não podia ajudá-lo se eu própria não estivesse bem interiormente. Foi nessa altura, que comecei realmente a apreciar a relação que tenho com os cavalos. Eles são capazes de estabelecer uma relação forte connosco e ajudar-nos a manter os pés na terra", acrescentou a cavaleira dos EAU.

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Natalie Lankester mudou-se para o Dubai em 2010euronews

Um desfecho feliz

"O Rashid reagiu muito bem ao tratamento. Por isso, voltei rapidamente à competição. Quando recebi o meu cavalo "Furst Dance DXB", pensei que era a minha grande oportunidade, para treinar a partir do zero, e estava decidida a ir até ao fim. Então treinámos muito. Ele não perdeu uma única competição desde que começámos. E eu acabei de garantir o meu lugar na equipa dos Emirados para os Jogos Asiáticos. Sinto-me muito honrada e orgulhosa e considero o Dubai a minha casa. Estou orgulhosa por fazer parte do desenvolvimento da equitação, aqui, e espero poder fazer algo para que todos se sintam orgulhosos", concluiu Natalie Lankester.