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Encontro Anual de Investimento do Dubai aposta nas cidades do futuro

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De  Euronews
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O Encontro Anual de Investimento do Dubai (AIM) reuniu mais de 170 países, ao longo de três dias, investimentos em inovação sustentável para um futuro próspero. A iniciativa partiu do Ministério da Economia dos Emirados Árabes Unidos (EAU) com vista a promover o intercâmbio global sobre políticas de investimento e, nas palavras do ministro da Economia Abdullah bin Touq Al Marri, "impulsionar um crescimento global inteligente e inclusivo".

De acordo com os organizadores, as oportunidades de investimento traduzem-se em investimento direto estrangeiro, investimento de carteira, em PME e start-ups e no futuro das cidades.

A sustentabilidade já não é um custo para as empresas
Ana Draskovic
Diretora do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento

Sustentabilidade como oportunidade negócio

Para além de se concentrar em atrair novos investimentos, a AIM estabeleceu uma agenda para o ano que se avizinha, com vista ao desenvolvimento do empreendedorismo juvenil e de mais cidades do futuro.

"Uma das mensagens que também é bastante interessante é que a sustentabilidade já não é um custo para as empresas. Na realidade, é uma oportunidade de negócio fantástica", defendeu Ana Draskovic, diretora do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, que participou num painel sobre sustentabilidade. .

Irlanda-EAU, uma relação com passado e futuro

Os EAU são o lar de milhares de expatriados irlandeses e o comércio entre os dois países está a aumentar. As exportações da Irlanda para os EAU cresceram 12%, em 2020, e agora, com a reabertura pós-covid, o regresso dos turistas irlandeses é aguardado na região.

A covid-19 apareceu e tem tido um grande impacto na indústria. Mas agora é tempo de voltar ao turismo
Niall Gibbons
Diretor executivo da Tourism Ireland

A relação entre os dois países, revela Niall Gibbons, diretor executivo da Tourism Ireland, "remonta a décadas atrás".

"Há algumas figuras irlandesas realmente importantes que vieram para cá nos anos 70, como Colm McLoughlin, da Dubai Duty Free. ou Gerald Lawless, do Grupo Jumeirah. E até hoje, continuam a vir e há uma grande comunidade irlandesa aqui agora", conta.

Para a Tourism Ireland a região foi fundamental para a diversificação do mercado, numa altura em que o setor dependia em grande parte da Grã-Bretanha. 

"É uma parte importante do mundo na perspectiva dos EAU, mas também na nossa perspectiva". Com os Emirados ligados a mais de 200 destinos em todo o mundo, temos aqui uma grande porta de entrada, também para outros mercados como a Índia, a China, a Austrália, ou a Nova Zelândia. E obviamente a covid-19 apareceu e tem tido um grande impacto na indústria. Mas agora é tempo de voltar ao turismo". 

Sair da rede de energia compensa?

Na Austrália, a maioria das pessoas depende dos governos locais e empresas privadas para aceder a água e eletricidade, mas algumas estão a recorrer a opções fora da rede, na esperança de se tornarem autossuficientes.

As alterações climáticas afetam o abastecimento de água e, portanto, estaremos num ponto em que precisamos de água limpa e de um fluxo sustentado de água para uma população crescente neste planeta
Alejandro Montoya
Diretor da Escola de Engenharia Química e Biomolecular da Universidade de Sydney

Há cerca de vinte e cinco anos, Michael Mobbs, saiu da rede. O especialista em projetos sustentáveis diz tê-lo feito por duas razões: "Disseram-me que não era possível fazer isso. E, tal como uma criança, eu queria fazê-lo. E, em segundo lugar, tenho este instinto de que precisamos de mostrar todo o amor que pudermos à Terra".

A sua casa tem tanques enterrados que recolhem água da chuva não filtrada para reutilização. A chuva recolhida passa por filtros e canos e entra em tanques. Depois, quando é necessária para o uso doméstico, é esterilizada por uma lâmpada ultravioleta, que mata os vírus e agentes patogénicos.

A reciclagem da água, defende Alejandro Montoya, diretor da Escola de Engenharia Química e Biomolecular da Universidade de Sydney, é cada vez mais importante, devido à escassez de água limpa em certas áreas.

"As alterações climáticas afetam o abastecimento de água e, portanto, estaremos num ponto em que precisamos de água limpa e de um fluxo sustentado de água para uma população crescente neste planeta", disse ele.

Em 1996, Michael Mobbs instalou 18 painéis solares no seu telhado, acrescentando mais tarde 12 painéis, elevando a capacidade total de potência para três pontos cinco quilowatts. Em 2015 deu um passo em frente e desligou a sua casa da rede elétrica. Sair da rede faz sentido do ponto de vista ambiental, mas pode não funcionar de um ponto de vista financeiro.

"Se compararmos as duas soluções, sermos todos autossuficientes versus todos termos um painel solar no telhado, uma bateria na garagem e permanecermos ligados à rede principal por uma questão de fiabilidade, qual é a opção mais barata? É bastante óbvio que usar a rede principal em Sydney e noutras grandes cidades, outras áreas povoadas ainda é mais barato", afirma Gregor Verbic, professor no Centro para as Redes Energéticas do Futuro, da Universidade de Sydney.

O futuro da eletricidade, dizm reside nas energias renováveis. Mas isso significará mudar a forma como a consumimos e pagamos por ela.