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Cientistas descobrem nova forma de combater bactérias resistentes a antibióticos

Bactérias resistentes aos antibióticos
Bactérias resistentes aos antibióticos -  Direitos de autor  Janice Haney Carr, Jeff Hageman, M.H.S, USCDCP vía Pixnio
Direitos de autor Janice Haney Carr, Jeff Hageman, M.H.S, USCDCP vía Pixnio
De Christina Thykjaer
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Estudo com participação da Universidade Pompeu Fabra identifica mecanismo que remove proteção das bactérias em laboratório e pode abrir novas vias contra a resistência aos antibióticos

Uma equipa internacional de investigadores identificou um mecanismo até agora desconhecido que permite às bactérias libertarem-se dos biofilmes, ou seja, das estruturas que lhes servem de refúgio contra os antibióticos e o sistema imunitário. A descoberta, feita numa bactéria modelo, permitiu ainda provocar a desintegração destas comunidades em laboratório sem utilizar fármacos, um avanço que poderá inspirar futuras estratégias para combater infeções persistentes.

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O estudo, publicado na revista 'Nature Microbiology (fonte em espanhol)', é liderado por cientistas da Universidade da Califórnia em San Diego e conta com a participação de investigadores da Universitat Pompeu Fabra (UPF). O trabalho descreve como determinadas bactérias produzem um hidrogel que, ao absorver água, acumula pressão suficiente para expulsar células a partir do interior do biofilme.

Os biofilmes são agrupamentos de bactérias que vivem agregadas e protegidas por uma espécie de camada pegajosa que elas próprias produzem. Essa barreira dificulta a ação dos antibióticos e do sistema imunitário e está na origem de muitas infeções persistentes associadas a próteses, cateteres ou feridas que não chegam a cicatrizar.

Os investigadores descobriram que, quando chega o momento de dispersarem, as bactérias produzem uma substância gelatinosa que absorve água e gera força suficiente para empurrar algumas células para fora do biofilme. Desta forma, esses microrganismos conseguem deslocar-se e colonizar outros locais.

Além disso, a equipa conseguiu manipular esse mecanismo. Ao potenciá-lo, fez com que os biofilmes se quebrassem sem necessidade de recorrer a antibióticos, embora os autores alertem que, para já, o trabalho foi realizado apenas em laboratório e ainda está longe de se traduzir num tratamento para doentes.

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