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O capital de risco é menos arriscado?

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O capital de risco é menos arriscado?

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Nesta edição de Business Planet, fomos até Copenhaga para debater o tema do capital de risco.

Trata-se de uma alternativa às formas tradicionais de financiamento, canalizando fundos que permitem às empresas avançar para diferentes etapas, alavancando a atividade. Viemos conhecer um exemplo concreto na Dinamarca: uma PME que fundiu este sistema com fundos europeus, e que veio a assumir um papel-chave no seu setor.

Inovar, desenvolver e comercializar suplementos alimentares requer investimentos particularmente significativos.

A Fluxome iniciou atividade em Copenhaga, em 2002. A primeira tranche de capital de risco, composta por 6 milhões de euros, uma parte dos quais fundos europeus, permitiu que, três anos mais tarde, introduzissem um novo produto no mercado.

O capital de risco refere-se, então, ao dinheiro que é investido nas PME, muitas vezes em áreas inovadoras, durante as primeiras fases de desenvolvimento, o que possibilitou a expansão desta empresa dinamarquesa.

Durante os últimos dez anos, o mecanismo transitou cerca de 23 milhões de euros que permitiram a projeção internacional desta sociedade, sobretudo nos Estados Unidos, onde o produto pioneiro está a ser avaliado pelos trinta maiores grupos de suplementos alimentares.

A União Europeia, através do Fundo Europeu de Investimento, disponibiliza capitais para fundos privados que os aplicam, posteriormente, em PME. É um sistema que acarreta alguma falta de controlo no processo. Mas tem funcionado e tornou-se indispensável para muitas empresas.

A Fluxome ainda se encontra em fase de desenvolvimento, estando a estudar a introdução de dois novos produtos no mercado. Neste momento, a nova direção executiva tem como objetivo arranjar 14 milhões de euros, sob a forma, uma vez mais, de capital de risco.