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Uma vista de olhos ao futuro sem deixar de espreitar o presente

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Uma vista de olhos ao futuro sem deixar de espreitar o presente

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Esta semana em Sports United damos uma espreitadela ao futuro. Ao futuro do ténis de mesa, sob a forma de uma futura campeã, e ao futuro do polo aquático, com a apresentação das novas regras que prometem revolucionar a modalidade.

Começamos, no entanto, pelo presente, mais concretamente pela 57ª edição do Campeonato do Mundo de curling masculino em Halifax, no Canadá.

Após uma semana de pedras a deslizar sobre o gelo restavam apenas duas equipas na luta pela medalha de ouro. A Noruega procurava tornar-se na primeira seleção europeia a revalidar o título mundial mas para isso teria de derrotar a vizinha Suécia.

Ora acontece que os suecos estavam dispostos a vingar a final perdida o ano passado para os noruegueses, em Pequim, e entraram a todo o gás conquistando três pontos logo no primeiro end.

Nem por isso a Noruega baixou os braços e no final do terceiro end já tinha alcançado a igualdade. Foi sol de pouca dura, no entanto.

A Suécia estava verdadeiramente inspirada e voltou a marcar três pontos no quinto end, repetindo a proeza no sétimo. A Noruega foi então obrigada a render-se às evidências. Aceitou a derrota ainda com dois ends por jogar mas sem nunca perder a boa disposição.

Os suecos venceram por 9-5, repetindo o triunfo de 2013 e sagrando-se campeões do mundo pela sétima vez na sua história.


Abu Dhabi isola-se no comando

A frota da Volvo Ocean Race já completou a quinta etapa da mítica regata. Foram mais de 12 500 km entre a Nova Zelândia e o Brasil, com passagem obrigatória pelo temível cabo Horn e que valeram a liderança isolada ao Abu Dhabi.

O veleiro liderado pelo inglês Ian Walker aportou em Itajaí após 18 dias, 23 horas, 30 minutos e 10 segundos no mar. O Abu Dhabi foi a primeira equipa a conquistar duas etapas na presente edição da regata e isolou-se na liderança da classificação geral, aproveitando o abandono dos co-líderes Dongfeng, com um mastro partido.

Trinta e dois minutos e 46 segundos depois chegaram os espanhóis do Mapfre, que subiram assim ao quarto lugar da classificação geral.

A sexta etapa sai para a água a 19 de abril e liga Itajaí ao porto norte-americano de Newport.


Finalmente há uma campeã do mundo de xadrez

Tentem conter o entusiasmo mas temos uma nova campeã do mundo de xadrez! Custou, mas foi. Adiada devido à falta de uma cidade para acolher o torneio, a edição de 2014 do Campeonato do Mundo feminino só agora se disputou em Sochi na Rússia.

Foram três semanas de emoções fortes, que terminaram com um duelo entre a ucraniana Mariya Muzychuk e a russa Natalia Pogonina.

Muzychuk levou a melhor por 2,5-1,5 e além de se sagrar campeã mundial, foi ainda coroada Grande Mestra.

Ainda este ano tem prevista uma defesa do título frente à chinesa Hou Yifan mas o duelo ainda não tem data marcada.


Sob os holofotes… Mima Ito

A palavra prodígio usa-se para descrever uma pessoa jovem de qualidades excecionais. É definitivamente o caso de Mima Ito.

Vamos conhecer esta sensação japonesa que tem vindo a tomar o mundo do ténis de mesa de assalto.

Aos 14 anos de idade Mima Ito tem já vários recordes com o seu nome e promete não ficar por aqui. Com apenas dez anos tornou-se na mesa tenista mais jovem de sempre a vencer um encontro do campeonato japonês de seniores.

O ano passado, conquistou os pares femininos no Open da Alemanha ao lado de Miu Hirano. Tinham ambas 13 anos.

Aos 14 anos e 152 dias, conquistou o título individual, novamente no torneio alemão. O triunfo frente a Petrissa Solja fez da nipónica a mais jovem vencedora de uma prova internacional e colocou-a na 15ª posição do ranking mundial.

O próximo objetivo passa por garantir um lugar na equipa japonesa para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Mima Ito, um nome a seguir com muita atenção.

Dentro do polo aquático

Ao longo dos tempos várias modalidades mudaram as regras para se adaptar à modernidade e tornar o desporto mais atrativo. O polo aquático não é exceção. Ainda se encontram em fase de testes mas as mudanças previstas prometem fazer ondas.

As principais alterações passam pela redução do comprimento da piscina, de 30 para 25 metros, e a redução também do número de jogadores na água, de sete para seis por equipa. O objetivo passa por incentivar o ataque.

Entre os praticantes, as opiniões dividem-se… o brasileiro Felipe Perrone considera que o jogo se torna mais divertido e dinâmico para os espetadores, mas mostra-se preocupado com o aumento do número de exclusões.

Já Tony Azevedo, capitão da seleção norte-americana, não hesita em manifestar-se contra as alterações, uma vez que com menos espaço acaba por ser mais importante agarrar o adversário que nadar.

As críticas multiplicam-se mas os testes têm sido positivos. A etapa norte-americana da Liga Mundial registou mais 61 golos que o ano passado. Se isso se vai traduzir num aumento do número de adeptos, só o tempo o dirá.