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Albinos do Malaui em risco de extinção, segundo a ONU

No Malaui, o assassinato de uma criança albina de dois anos de idade revelou a incapacidade das autoridades para protegerem um grupo vulnerável

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Albinos do Malaui em risco de extinção, segundo a ONU

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No Malaui, o assassinato de uma criança albina de dois anos de idade revelou a incapacidade das autoridades para protegerem um grupo vulnerável, segundo a organização de defesa dos direitos humanos, Amnistia Internacional.

De acordo com a organização, os restos mortais da menina, Whitney Chilumpa, teriam sido encontrados em Balantha Hill, no distrito de Kasungu, próximo do local onde teria sido raptada.

Segundo a Amnistia, a menina teria sido raptada de casa da mãe enquanto dormia. Desde 2014 que 12 pessoas albinas teriam sido assassinadas no país.

O caso veio a lume esta sexta-feira por ocasião do alerta lançado pela perita independente da ONU para os direitos das pessoas com albinismo, Ikponwosa Ero, que descreveu a situação no país como uma emergência.

O relatório da perita independente foi publicado esta sexta-feira ao encerrar uma visita oficial ao país. Segundo Ikponwosa Ero, as atrocidades cometidas no país contra pessoas com albinismo colocam este grupo numa situação particularmente vulnerável correndo o risco de extinção sistémica.

Durante a visita ao país da perita independente, que decorreu de 18 a 29 de abril, as autoridades detiveram uma dezena de indivíduos suspeitos de envolvimento no assassinato de uma jovem albina de 21 anos.

Segundo as tradições locais, os órgãos e partes do corpo dos albinos seriam utilizados em rituais de feitiçaria e medicina tradicional.

De recordar que o albinismo consiste num defeito hereditário da produção total ou parcial de melanina que resulta na ausência de pigmentação cutânea.