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França: Direita francesa coloca François Fillon à frente nas primárias para a presidência

Uma vez mais, desta vez em França, as sondagens foram completamente ultrapassadas pela realidade.

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França: Direita francesa coloca François Fillon à frente nas primárias para a presidência

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Uma vez mais, desta vez em França, as sondagens foram completamente ultrapassadas pela realidade. Nas primárias da direita, o homem que todos viam chegar em terceiro lugar, sagra-se vencedor da primeira volta, com grandes posibilidades de ser o próximo candidato à eleição presidencial.

O discreto e, bem à direita, François Fillon, conseguiu supreender. Depois do voto, garantia:
“Desde há vários meses que traço o meu percurso, calmamente, seriamente, com um projeto forte e preciso. E não me devio do meu caminho”.

O ar calmo e sério, é o que o diferencia daquele de quem foi o homem na sombra, o primeiro-ministro ao longo de cinco anos, sempre designado por Sarkozy como o “meu colaborador”. François Fillon, chefe do governo e várias vezes ministro não é um candidato anti-sistema, mas incarna certamente o estilo anti-sakozysmo.

“É agora tempo para mim de me dedicar a uma vida mais de paixões privadas e menos de paixões públicas. Boa sorte à França. Boa sorte a vocês meus caros compatriotas”.
O grande perdedor da primárias, aquele que tinha anunciado retirar-se da política em 2012 e que afirmava regressar pelo “sentido do dever”, foi obrigado a render-se nas urnas. As suspeitas que recaiem sobre ele, nos casos que pendem na justiça, relacionados com a campanha eleitoral de 2007 não serão alheios à esmagadora derrota que sofreu: Bigmalion ou o financiamento por parte da Líbia.

O segundo homem, Alain Juppé, durante muito tempo considerado como favorito, com uma imagem de força tranquila e de valor seguro tem contra si também uma condenação judicial no processo dos empregos fictícios da câmara de Paris. Foi condenado em 2004 a 14 meses de pena suspensa e um ano de inelegibilidade. Regressou à política progressivamente, após uma travessia no deserto.

Provavelemente, o que os franceses rejeitaram este fim-de-semana foi a ideia de um sistema corrupto e a impunidade política, apostando no candidato com a imagem mais limpa. A segunda volta desta primária, entre Fillon e Jupé está marcada para o próximo domingo.