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Bangladesh bloqueia entrada de refugiados rohingya

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De  Euronews
Bangladesh bloqueia entrada de refugiados rohingya

<p>O conflito entre o exército e grupos separatistas rohingya está a criar uma verdadeira crise humanitária no norte do Myanmar e nos países vizinhos. </p> <p>O Bangladesh voltou a repatriar pelo menos oito embarcações com centenas de refugiados que tentam escapar aos violentos combates.</p> <p>A organização Amnistia Internacional denunciou a forma como as autoridades de Dacca estão a deter e a repatriar sistematicamente os refugiados rohingya.</p> <p>Num campo de refugiados, um residente afirma:</p> <p>“Um grupo de pessoas da minha aldeia tentou cruzar o rio de barco para tentar chegar aqui, mas o barco naufragou. Muitos conseguiram nadar até à margem, mas sete pessoas estão desaparecidas, incluindo os meus três filhos”.</p> <p>“Os militares levaram o meu pai e os meus tios. Não sei o que lhes aconteceu ou se estão ainda vivos. Vi como os torturavam e cheguei aqui hoje depois de ter cruzado o rio de barco”.</p> <p>Segundo as autoridades do Bangladesh vários milhares de pessoas teriam entrado nos últimos dias no país, quando centenas continuam a concentrar-se junto à fronteira.</p> <p>Para John McKissick, o responsável local do Alto Comissariado da <span class="caps">ONU</span> para os refugiados:</p> <p>“Cabe ao governo do Bangladesh aumentar a pressão sobre o governo do Myanmar para que a situação regresse ao normal e que estes Rohingyas possam regressar com segurança e dignidade”.</p> <p>A ofensiva militar no estado de Rakhine, decorre sob as denúncias de um possível genocídio contra uma comunidade cujos membros são considerados imigrantes ilegais, também no Myanmar.</p> <p>Há mais de 40 dias que a zona dos combates se encontra selada pelos militares, com a distribuição de ajuda humanitária suspensa.</p> <p>A situação constitui um dos maiores desafios da nova chefe de governo do país e prémio Nobel da Paz, Aung San Su Kyi. A primeira-ministro denuncia o que considera ser uma “campanha de desinformação” sobre o que se está a passar no território.</p> <p>A operação do exército foi lançada a 9 de Outubro depois de grupos armados terem atacado três instalações da polícia junto à fronteira.</p>