Última hora

Última hora

Dois mortos na Coreia do Sul após destituição da presidente Park Geun-Hye

A Coreia do Sul deverá realizar novas eleições presidenciais em 60 dias, após a decisão unânime do Tribunal Constitucional.

Em leitura:

Dois mortos na Coreia do Sul após destituição da presidente Park Geun-Hye

Tamanho do texto Aa Aa

Duas pessoas morreram, na Coreia do Sul, na sequência dos protestos ocorridos logo após a decisão unânime do Tribunal Constitucional de confirmar a destituição da Presidente Park Geun-hye.

Uma das vítimas mortais é um homem de 72 anos, encontrado a sangrar com ferimentos na cabeça depois de ter alegadamente caído de cima de um autocarro da polícia diante do Tribunal constitucional.

Uma segunda pessoa envolvida nos protestos contra a destituição também morreu, adiantou a polícia sul-coreana, citada pela agência Yonhap, mas sem revelar mais pormenores.

Ambas as vítimas mortais seriam apoiantes da Presidente Park Geun-hye.

A chefe de Estado é acusada de ter permitido a Choi Soon-sil, uma amiga próxima e confidente, de ter interferido em assuntos do Estado, ter cometido tráfico de influência em nome do governo e de ter aceite subornos de grandes empresas através de fundações.

Park Geun-hye foi afastada da presidência a nove de dezembro e agora viu mesmo o tribunal constitucional confirmar a destituição.


É a primeira vez que um presidente democraticamente eleito é deposto na Coreia do Sul.

Segundo a agência de notícias da Coreia do Sul, a Yonap , o país econtrava-se profundamente dividido a nível ideológico e geracional desde o início do escândalo, no passado mês de outubro.

Apoiantes e detratores da presidente manifestaram-se nas ruas, contra e a favor do processo de destituição.

Com a decisão do tribunal, a presidente perde a imunidade e passa a ter de responder na justiça relativamente aos crimes de que é acusada.

Novas eleições presidenciais terão de ter lugar no espaço de 60 dias e o dia 9 de março está já a ser apontado como o preferido. O até há pouco secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, garantiu há poucas semanas estar inddisponível para se candidatar ao cargo.