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Dois mortos na Coreia do Sul após destituição da presidente Park Geun-Hye

Dois mortos na Coreia do Sul após destituição da presidente Park Geun-Hye
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De  Francisco Marques
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A Coreia do Sul deverá realizar novas eleições presidenciais em 60 dias, após a decisão unânime do Tribunal Constitucional.

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Duas pessoas morreram, na Coreia do Sul, na sequência dos protestos ocorridos logo após a decisão unânime do Tribunal Constitucional de confirmar a destituição da Presidente Park Geun-hye.

Uma das vítimas mortais é um homem de 72 anos, encontrado a sangrar com ferimentos na cabeça depois de ter alegadamente caído de cima de um autocarro da polícia diante do Tribunal constitucional.

Uma segunda pessoa envolvida nos protestos contra a destituição também morreu, adiantou a polícia sul-coreana, citada pela agência Yonhap, mas sem revelar mais pormenores.

(LEAD) Two die as pro-Park protest turns violent https://t.co/oJMf0FGPMj

— Yonhap News Agency (@YonhapNews) 10 de março de 2017

Ambas as vítimas mortais seriam apoiantes da Presidente Park Geun-hye.

A chefe de Estado é acusada de ter permitido a Choi Soon-sil, uma amiga próxima e confidente, de ter interferido em assuntos do Estado, ter cometido tráfico de influência em nome do governo e de ter aceite subornos de grandes empresas através de fundações.

Park Geun-hye foi afastada da presidência a nove de dezembro e agora viu mesmo o tribunal constitucional confirmar a destituição.

(LEAD) Court upholds impeachment of Park, removes her from office https://t.co/dh1nKuRGSc

— Yonhap News Agency (@YonhapNews) 10 de março de 2017

É a primeira vez que um presidente democraticamente eleito é deposto na Coreia do Sul. Segundo a agência de notícias da Coreia do Sul, a Yonap , o país econtrava-se profundamente dividido a nível ideológico e geracional desde o início do escândalo, no passado mês de outubro.

Apoiantes e detratores da presidente manifestaram-se nas ruas, contra e a favor do processo de destituição.

Com a decisão do tribunal, a presidente perde a imunidade e passa a ter de responder na justiça relativamente aos crimes de que é acusada.

Novas eleições presidenciais terão de ter lugar no espaço de 60 dias e o dia 9 de março está já a ser apontado como o preferido. O até há pouco secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, garantiu há poucas semanas estar inddisponível para se candidatar ao cargo.

Registration of presidential hopefuls begins after Park's ouster https://t.co/uADlotuq1w

— Yonhap News Agency (@YonhapNews) 10 de março de 2017

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