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Eleições holandesas com participação elevada nas urnas

Grande parte dos holandeses aproveitaram o dia de sol para exercer o direito de voto numas eleições em que a extrema-direita disputa o primeiro lugar

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Eleições holandesas com participação elevada nas urnas

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A afluência dos holandeses para votar nas eleições parlamentares, esta quarta-feira, foi bastante mais alta do que nas últimas eleições, em 2012.

De acordo com a empresa de estudos de opinião Ipsos, apenas seis horas depois do início da votação, a afluência dos eleitores cifrava-se em 33 por cento contra os 27 por cento de há 5 anos.

Os resultados vão revelar a real popularidade dos nacionalistas, com Geert Wilders, de 53 anos, líder do PVV (Partido da Liberdade), a defender um programa político anti-Islão e anti-União Europeia, numas eleições em que as relações tensas com a Turquia deixaram sombra.

Estas são as primeiras eleições cruciais para o futuro da Europa. Seguem-se as francesas e, depois, as alemãs.

Depois de votar em Hague, Wilders declarou: “Vai ser um dia muito interessante, muito está em jogo na Holanda e espero, claro, que ganhemos. De qualquer maneira, creio que a nossa marca já está impressa nestas eleições. Está um dia de sol, espero que muita gente vá votar, que é o mais importante para a democracia e espero que os resultados do meu partido sejam bons, mas temos de esperar para ver.”

O liberal Mark Rutte, 50 anos, actual primeiro-ministro, lidera nas últimas sondagens com o seu partido Popular para a Liberdade e Democracia, depois de semanas em que Wilders indiciava vantagem.

“Esta é a oportunidade para uma grande democracia como a Holanda marcar uma posição e parar este derrubar de peças de dominó por parte do tipo errado de populismo e ainda corremos o risco de acordar na quinta-feira e ver que Geert Wilders lidera o maior partido.”, declarou depois de exercer o direito de voto, também em Hague.

Num universo de cerca de 13 milhões de eleitores, quatro eleitores em cada dez estavam indecisos um dia antes das eleições.

A estreita margem de quatro por cento entre os candidatos mais destacados em eleições fragmentadas pelo número de partidos, tornam os resultados imprevisíveis.

As urnas encerram às 20 horas locais.