Última hora

Em leitura:

Eleições iranianas com grande participação


Irão

Eleições iranianas com grande participação

Com Javad Montazeri, em Teerão

Historicamente, as eleições iranianas têm uma taxa de participação muito elevada. Tudo indica que estas não são exceção. Mais de um milhão de eleitores são jovens que votam pela primeira vez. O número total de eleitores ultrapassa os 56 milhões. As autoridades instalaram 117 mil urnas, distribuídas por 63 mil assembleias de voto em todo o país.

O país vai às urnas depois de uma campanha dura, marcada por ataques à administração de Rouhani por parte dos candidatos mais conservadores. O ministro da defesa, Hoessein Dehghan, defende o balanço do governo: “As preocupações das pessoas são claras: Querem paz, segurança, crescimento e desenvolvimento. O país não quer os jovens desempregados e quer afastar o fantasma da pobreza de todos os setores da sociedade”, diz.

Quase 40 anos depois da Revolução Islâmica e apesar de o país continuar a ser uma teocracia, há avanços na democracia que se notam. O que se reflete também no papel das mulheres na sociedade – Masoumeh Ebtekar é vice-presidente do Irão: “As pessoas dizem que o Irão se mantém de pé. Os iranianos estão sempre presentes. Estão sempre onde é preciso para apoiar o desenvolvimento e o melhoramento do país. O voto é um manifesto da integridade nacional, da unidade e do poder do país. Ao participar nas eleições, todos os grupos da sociedade, de todas as etnias e religiões, juntam-se”, diz.

A população do Irão é muito jovem. Esta é uma faixa que todos os candidatos tentam atingir: “O que mais me interessa é que as pessoas sejam respeitadas e possam ter uma boa vida. Tivemos uma infância difícil, na altura da guerra (contra o Iraque) e mesmo depois disso. Esperemos que o resultado seja apelativo para os jovens”, diz uma entrevistada.

“A contagem começa assim que fecharem as urnas e os resultados vão ser anunciados à medida que forem apurados. Vamos ficar a saber se o povo escolheu apoiar Rouhani na via moderada, ou escolher um novo caminho, dando a vitória a Raisi”, conclui o correspondente da euronews em Teerão, Javad Montazeri.

Suécia

Suécia arquiva processo de violação mas Assange ainda não está livre