Guiné-Bissau provoca "grande preocupação" nas Nações Unidas

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De  Euronews
Guiné-Bissau provoca "grande preocupação" nas Nações Unidas

<p>O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, revelou que as Nações unidas têm vindo a acompanhar “com grande preocupação” a crise política na Guiné-Bissau, país que na sexta-feira suspendeu a atividade da <span class="caps">RTP</span> e da <span class="caps">RDP</span> — a Lusa também esteve para ser suspensa, mas o governo de Bissau recuou e separou a agência do conflito que mantém com a <span class="caps">RTP</span> e a <span class="caps">RDP</span>.</p> <p>“Acompanhamos com grande preocupação a situação na Guiné-Bissau, desejando que o país possa encontrar o caminho da paz, da democracia e do respeito pelos direitos Humanos. E que se transforme num fator de estabilidade na região”, disse António Guterres, numa conferência de imprensa conjunta com o Ministro dos Negócios Estrangeiros português, em Lisboa.</p> <p>Questionado especificamente pela decisão do Governo guineense de suspender a atividade da <span class="caps">RTP</span> e da <span class="caps">RDP</span> no país, Guterres disse: “Por isso mesmo, tudo quanto possa pôr em causa esse caminho a <span class="caps">ONU</span> vê com grande preocupação.”</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="pt" dir="ltr"><span class="caps">ONU</span> muito preocupada com evolução da situação na Guiné-Bissau – António Guterres</p>— Agência Lusa (@Lusa_noticias) <a href="https://twitter.com/Lusa_noticias/status/881853125774254080">3 de julho de 2017</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Já o Governo português, disse o ministro Augusto Santos Silva, tem vindo a acompanhar de perto a situação desde o final da semana passada.</p> <p>“A situação já foi revista em relação à agência Lusa, mas ainda não foi em relação às emissões da <span class="caps">RTP</span> e da <span class="caps">RDP</span>. Nós consideramos que a permanência da proibição representa um atentado contra a liberdade de imprensa e contra o direito dos guineenses à informação”, disse o <span class="caps">MNE</span> português.</p> <p>No entanto, Santos Silva disse que o Governo português tem “esperança que o bom senso impere e a decisão seja revista”.</p> <p>“Tanto mais que hoje todos nós sabemos que os motivos invocados carecem de fundamento, visto que o Governo português dispôs-se a rever o Acordo e o Protocolo de Cooperação [no domínio da Comunicação Social]. Estamos a trabalhar nesse sentido e não há aqui nenhuma questão técnica em causa”, completou.</p> <p>Santos Silva afastou ainda a possibilidade de, neste momento, o incidente vir a afetar a cooperação bilateral.</p> <p>“A posição de Portugal tem sido sempre, e continuará a ser, de manter até ao limite as relações e os programas conjuntos de cooperação. Porque nós nunca nos esquecemos que quem é penalizado por problemas no relacionamento bilateral, em última instância, são as populações. E nós não queremos penalizar as populações”, realçou o ministro.</p> <p>Na sexta-feira, o ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou a suspensão das atividades da <span class="caps">RTP</span>, da <span class="caps">RDP</span> e da agência Lusa na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.</p> <p><div style="float: none; clear: both; width: 100%; position: relative; padding-bottom: 56.25%; padding-top: 25px; height: 0;"><br /> <iframe style="position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%;" src="http://pt.euronews.com/embed/375962" frameborder="0" allowfullscreen></iframe><br /> </div></p></p> <p>No entanto, posteriormente, o ministro anunciou que o Governo guineense recuava na decisão de suspender a atividade da agência Lusa naquele país, mantendo-se a decisão no caso da <span class="caps">RTP</span> e <span class="caps">RDP</span>.</p> <p>Um dia depois, o ministro guineense convocou nova conferência de imprensa, em que justificou que a decisão de suspensão das atividades da rádio e televisão portuguesas no país “não é uma questão política, mas apenas técnica.”</p> <p><b>Texto: Lusa</b> (<span class="caps">NVI</span>)<br /> Edição: Francisco Marques</p></p>