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Myanmar liberta prisioneiros políticos antes de oposição subir ao poder

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O Myanmar libertou esta sexta-feira mais de meia centena de prisioneiros políticos, a dias da oposição assumir pela primeira vez o poder no país

O Myanmar libertou esta sexta-feira mais de meia centena de prisioneiros políticos, a dias da oposição assumir pela primeira vez o poder no país, após a vitória nas eleições de novembro.

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O executivo cessante, herdeiro da Junta Militar, anunciou a libertação de pelo menos uma centena de detidos e a comutação de penas de morte em prisão perpétua para 77 condenados, à luz do acordo de transição política no país.

Um dos detidos libertados, Aung Min Kyaw, afirma:

“Não posso sentir-me inteiramente feliz quando o governo continua a libertar-nos de forma separada. Quero ver libertados todos os ativistas, prisioneiros políticos, estudantes, camponeses e trabalhadores que permanecem na cadeia.”

A maioria das pessoas visadas pela amnistia encontravam-se encerradas na prisão de Insein, na capital, apontada como um dos principais instrumentos de repressão durante 49 anos de ditadura militar.

Em Dezembro, 129 prisioneiros políticos permaneciam detidos e 408 ativistas aguardavam ainda julgamento por protestos políticos, em todo o país.

Outro ex-prisioneiro político, Bo Thein, afirma:

“Acredito sinceramente que o novo governo vai resolver os problemas do país. Com a subida ao poder Aung San Suu Kyi, temos uma “mãe” no poder e isto vai mudar tudo”.

Entre os prisioneiros incluídos na amnistia encontra-se um cidadão neo-zelandês condenado a dois anos e meio de prisão por “insulto à religião”, depois de ter utilizado a imagem de um Buda para promover uma festa num bar de Rangoon.

52 #PoliticalPrisoners now confirmed to have been released under presidential amnesty in #Burma so far. List of names to follow.

— AAPP (Burma) (@aapp_burma) January 22, 2016

A amnistia foi anunciada na véspera da eleição presidencial de dia 1 de fevereiro, no novo parlamento, dominado pelo partido de Aung San Suu Kyi.

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