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"A pintura não morreu" diz a Galeria Saatchi

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A exposição “Painters’ Painters” na galeria Saatchi, em Londres, reúne as obras de nove pintores.

A exposição “Painters’ Painters” na galeria Saatchi, em Londres, reúne as obras de nove pintores. O objetivo da exposição é valorizar uma forma de arte vista como antiquada num mundo dominado pelas tecnologias.

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“Nós adoramos a pintura e gostamos das histórias que a pintura nos conta. Na pintura, podemos trabalhar com diferentes formas. As gerações mais jovens estão habituadas a usar as tecnologias facilmente e, por isso, hoje em dia, a pintura é vista como uma arte antiga, mas para nós, a pintura continua a ser importante”, sublinhou Philippa adams, curadora da exposição.

O norte-americano Raffi Kalenderian
apresentou uma série de retratos de jovens. Aos 35 anos, o artista de Los Angeles tem uma visão experimental e pragmática da pintura.

“No início quando estava a aprender a pintar, comprei uma série de tintas e fechei-me no estúdio e comecei a trabalhar. A única forma de aprender é experimentar, ver com as tintas secam e se misturam. O que mais gosto é o lado experimental. A história não me interessa tanto, a experiência e a prática são os aspetos que mais me entusiasmam”, afirmou Raffi Kalenderian.

O pintor britânico David Brian Smith nasceu num meio rural e retrata essa experiência através da pintura. As obras inspiram-se numa fotografia encontrada na quinta da família que mostra o avô pastor nos anos 30.

“Na altura em que a minha mãe me enviou a foto de um pastor rodeado de ovelhas eu não conseguia encontrar pessoas que apreciassem o meu trabalho e estava zangado. Disse a mim mesmo que queria fazer uma centena de pinturas de um pastor rodeado de ovelhas. Queria que cada pintura fosse diferente de modo a explorar em cada uma a composição, a cor e desteridade e a abstração”, disse o pintor.

O sul-africano Ansek Krut começou por estudar medicina antes de se tornar pintor. O seu trabalho aborda questões dolorosas com a do apartheid, com uma abordagem humorística.

“Quando faço os primeiros esboços, tento não julgá-los em demasia. Tento fazer esse trabalho de forma quase inconsciente. Só mais tarde volto a olhar para esses esboços de forma consciente e vejo se funcionam.
Não sei necessariamente porque razão vão funcionar, escolho apenas aqueles que retêm a minha atenção e tento criar uma pintura a partir desses elementos”, contou Ansek Krut.

A exposição pode ser visitada em Londres, até 27 de fevereiro.

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