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Dubai, uma cidade movida a comércio e turismo

Dubai, uma cidade movida a comércio e turismo
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O Dubai é conhecido no mundo pelas ilhas artificiais, os arranha-céus, as pistas de esqui em espaços fechados no meio do deserto, mas sobretudo pelas várias lojas de marcas luxuosas e pelos enormes centros comerciais.

"É um sonho para quem gosta de ir às compras", garante a jornalista da Euronews Jane Witherspoon, sublinhando a existência de "muita oferta e para todas as bolsas", destacando as novas zonas comerciais "City Walk" e "Outlet Village Dubai."

À jornalista, o CEO da cadeia comercial Emaar Maals disse ser preciso "recordar os factos históricos" para entender o peso dos negócios no papel do emirado na economia da região.

"O comércio sempre fez parte dos Emirados Árabes Unidos. É um pilar económico da região e importante no desenvolvimento local em termos globais. O Dubai sempre esteve na vanguarda da inovação na venda a retalho e hoje, sublinhado pelo impacto tecnológico, somos o epicentro do retalho", assume Patrick Bousquet-Chavanne.

Jane Witherspoon destaca que "o setor do retalho do Dubai é um dos maiores contribuidores na economia dos Emirados". "Representa cerca de 27 por cento do Produto Internado Bruto (PIB) do país", realça.

Patrick Bousquet-Chavanne explica-nos que "existem dois motores principais na economia: o retalho e o turismo". "Um não pode ser separado do outro. Há uma enorme sinergia entre ambos", refere.

O CEO da Emmar Malls diz que "o retalho representa 28 mil milhões de dólares (24,5 mil milhões de euros) e o turismo, no geral, representa 30 por cento do PIB". "Portanto, os dois motores essenciais da economia local trabalham em conjunto para criar uma proposta única que poucos países conseguem oferecer", garante.

Jane Whiterspoon passou pela 24.ª edição do "Dubai Shopping Festival", um evento anual dedicado durante um pouco mais de um mês às compras de menor custo no emirado e que este ano arrancou a 26 de dezembro. "Há um ano, o evento atraiu mais de 14 milhões de pessoas e faturou milhões de euros", recordou a jornalista.

Uma das responsáveis por este mês dedicado ao consumo de baixo custo no Dubai é Suhaila Ghubash, para quem "o festival de compras só é possível devido à contribuição do setor do retalho."

"Todos os retalhistas interessados, ajudam. Temos patrocinadores connosco há 24 anos. Isto mostra a relação e o apoio deles à realização deste evento e a nossa própria retribuição para o setor setor", explica-nos Suhaila Ghobash.

Jane Whiterspoon passeou-se também pelo "Souk Naif", um local onde sentir-se "uma experiência mais autêntica". "Com as roupas e os têxteis coloridos e as joias à disposição nas monstras, aqui é onde se podem encontrar as pechinchas", aponta.

Uma das visitantes do "souk" (nome dado aos mercados tradicionais árabes e magrebinos) elogiou a possibilidade de "negociar os preços, a melhor seleção" de produtos e "toda a experiência". "Mesmo a arquitetura à nossa volta torna a experiência mais local", considerou.

Outra visitante entrevistada por Jane Whiterspoon fez uma distinção: "Existe o lado turístico do Dubai e existe este aqui", referindo-se ao "souk."

A jornalista revela-nos ainda outro lado comercial do emirado. "Não pense que no Dubai não encontra comércio de chineses. Eles estão no 'Dragon Mart', o único centro comercial do género na região", conta-nos Jane Whiterspoon.

"Estamos sempre a tentar ser o número um. É um desafio que nos é colocado pelas chefias e a que nós tentamos corresponder. Olhamos às experiências noutras cidades e partimos daí. É por isso que temos uma variedade no retalho que serve a toda a gente. Desde o luxo de alto nível aos 'souks' ou aos outlets", conta-nos Suhaila Ghobas.

A jornalista da Euronews acrescenta haver "apenas um denominador comum em toda a oferta comercial do Dubai: a promessa de viver uma experiência."

Em entrevista à Euronews, a responsável pelo processo de transformação digital do Chalhoub Group explica-nos que se tivermos em conta "todos os desenvolvimentos envolvendo o retalho" iremos "notar sempre algo icónico que consegue não só prender a comunidade local e os expatriados, mas também atrair o turismo para a região."

"É o caso das fontes, do Burj Khalifa ou do esqui num espaço fechado no meio do deserto. Há sempre algo fantástico a descobrir no Dubai", destaca Rania Masri.

Com os seus diversos conglomerados de lojas, a indústria do retalho no Dubai mostrou ser capaz de continuar a crescer e manter-se como uma referência comercial no setor.