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World Government Summit

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Nesta edição do Business Line vamos conhecer o "asssistente pessoal" multilingue do músico Will.I.Am e os temas quentes da World Government Summit. Vamos saber porque é que as infra-estruturas em África são tão cruciais para a cadeia de distribuição global e se devemos estar preocupados com a guerra comercial Estados Unidos-China.

Assistente Pessoal OMEGA

Em fevereiro, líderes mundiais e representantes de mais de 150 países reuniram-se na World Government Summit, no Dubai. Em cima da mesa esteve a economia digital para gerir a Inteligência Artificial (IA) e o futuro do trabalho nesta área.

O músico Will.I.am esteve na cimeira para lançar o seu assistente pessoal – Omega. Como produtor musical, Will.I.Am já venceu Grammys, Emmys, tem colaborações de sucesso e singles que conquistaram o número 1 das tabelas mundiais. Como muitas celebridades, procura agora abranger o mundo dos negócios com a sua influência.

"A inteligência artificial capacita as pessoas com informação. Os nossos modelos de negócios não são os do Facebook, da Google ou da Amazon. Temos a sorte de começar do zero e criar a nossa arquitetura desde o início".

O grupo I.AM.PLUS fez uma parceria com a Majid Al Futtaim, do Dubai, para produzir o assistente pessoal Omega. Alain Bejjani, presidente da empresa, sublinha as mais valias do projeto.

"Temos uma solução de tecnologia que não está sujeita a um modelo de negócio que se resume a ter lucros com dados e informações dos clientes. Trata-se de uma tecnologia que permite às pessoas terem uma vida melhor".

Depois de um ensaio bem sucedido na língua alemã, o lançamento do Omega em inglês e árabe aconteceu no Dubai.

Este elemento linguístico na aprendizagem da máquina é a próxima fronteira a ser alcançada em dispositivos de inteligência artificial. O Omega tem a capacidade de perceber a conversação humana e assim não é preciso falar como um Robô.

Tornar mais fácil para os clientes fazer compras ou reservar bilhetes de cinema são duas das razões pelas quais a Majid Al Futtaim está empolgada com a parceria.

O grupo está ligado a marcas globais como o Carrefour ou os cinemas VOX no Medio Oriente e no Norte de África.

Os dispositivos de Inteligência artificial estão prestes a eliminar algumas das tarefas mais simples do nosso dia-a-dia. Já conseguimos ver como essa tecnologia pode transformar as nossas rotinas num futuro muito próximo.

Operador de Portos "DP World"

O DP World tem uma vasta rede de portos e centros logísticos espalhados por todo o mundo. Para o presidente da empresa, Sultão Ahmed bin Sulayem, investir em infra-estruturas no continente africano é essencial para a cadeia de distribuição. Um projecto desafiante que oferece oportunidades únicas.

"África é um mercado importante e é por isso que vamos continuar a investir neste continnte. Pode haver mais crescimento em África. Os obstáculos são as infra-estruturas e a conetividade. O comércio intra-africano é muito pequeno por causa das más estradas, falta de meios de transporte, falta de sistemas e, claro, por causa das tarifas que desencorajam possíveis parceriais. Estamos a investir em Berbera, na Etiópia e na República Democrática do Congo. Estamos a expandir o nosso porto em Dakar e estamos a expandir os dois terminais na Argélia. Temos um enorme parque industrial logístico no Egito. A segunda fase do Egito vai passar pelos portos secos do Mali, Kigali e Ruanda. Por isso, estamos a passar de apenas um operador para um ativador de negócio.

Quando questionado sobre o impacto da guerra comercial entre os EUA e a China, o líder da DP World não mostrou muita preocupação.

_"A verdade é que Trump fez acordos. As pessoas pensavam que o acordo com o México não aconteceria, aconteceu. As pessoas pensavam que o acordo com o Canadá não aconteceria, aconteceu! Porque não acontece com a China? Vai acontecer, claro. Ambos precisam do mercado um do outro. Ambos são grandes mercados. Ambos terão de assinar. Trump e os Estados Unidos querem que o tratado de livre comércio trate a América de forma justa e um acordo entre esses dois gigantes vai resolver essa questão".
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Negociações Estados Unidos - China

Começou em Washington uma nova ronda de negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo. As últimas discussões, em Pequim, terminaram sem um acordo, mas os dois lados falaram em progresso. A Casa Branca sublinha que as negociações têm em vista o progresso estrutural na China, que afeta o comércio bilateral.

Um dos pontos de discórdia é o que os Estados Unidos descrevem como "roubo de propriedade intelectual" e transferência forçada de tecnologia de empresas norte-americanas. A China nega essas práticas e sabe que as negociações estão sob os holofotes globais.

Para Geng Shuang, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, os dois lados precisam fazer esforços e as cedências.

"Esperamos que tanto a China como os Estados Unidos façam esforços para implementar o consenso alcançado pelos dois chefes de Estado durante as conversações na Argentina. Que possam trabalhar e fazer cedências para chegar a um acordo que seja aceite pelos dois lados e corresponda às expectativas da comunidade internacional".

Negociadores da China e dos Estados Unidos mostram que querem resolver o conflito comercial durante as negociações em curso e continuar a identificar formas de trabalhar juntos para resolver os problemas.