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Macron manifesta-se por um "renascimento europeu"

Macron manifesta-se por um "renascimento europeu"

Por considerar que a situação na Europa é de "urgência" e por entender que o velho continente "nunca esteve em situação tão perigosa", Emmanuel Macron manifestou-se em nome de um renascimento.

Na contagem decrescente para as eleições europeias, o presidente francês dirigiu-se aos cidadãos europeus através de uma carta publicada em vários jornais e nas diversas línguas dos 28 Estados-membros. Casos do britânico "The Guardian", do alemão "Die Welt" ou do português "Diário de Notícias."

Na missiva defende de forma apaixonada a ideia de uma nova Europa e propõe várias reformas. Das propostas conta criação de uma "Conferência pela Europa", de uma "Agência Europeia de Proteção das Democracias" ou de um "Banco Europeu do Clima."

No fim de semana, Emmanuel Macron apareceu numa entrevista na televisão italiana em que apelou à unidade face ao aumento do apoio ao populismo e aos partidos antieuropeus.

"A força do povo europeu está no facto de existirem vários povos. Quando o medo regressa, quando existe preocupação com o mundo, quando a dúvida se instala nas nossas democracias, a raiva volta e traz com ela ódios antigos, os piores ódios. O racismo, o antissemitismo, os discursos de ódio que reemergem na nossa sociedade são sintomas de mal-estar na civilização como diria Freud", sublinhou o presidente Francês durante a entrevista.

A carta de Emmanuel Macron agora publicada surge numa altura em que Bruxelas se vê confrontada com o impasse do "Brexit" ou com as repercussões das políticas do presidente Donald Trump.