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Dubai aposta na tecnologia para desconfinar

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Dubai aposta na tecnologia para desconfinar
Direitos de autor  euronews   -   Credit: Dubai Tourism
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Nos últimos meses, os líderes mundiais têm vindo a debater-se com o dilema de quando e como aliviar as medidas de confinamento em segurança. No Dubai, a fase mais estrita de confinamento durou um mês.

Um dos fatores a contribuir para que assim acontecesse foi a região ter um dos mais altos níveis de realização de testes per capita do mundo, mas para o fenómeno também terá contribuído a adoção precoce de uma aplicação móvel de rastreio com a tecnologia bluetooth, apesar das preocupações com a privacidade de ter o "big brother" a observar.

A resposta do Dubai à pandemia tem sido orientada pela inovação, com máquinas autónomas a tornarem-se a norma.

Ventiladores acessíveis

Na Fundação Dubai Future, os cientistas estão a desenvolver estes ventiladores, na expectativa de poderem ser produzidos em massa, de forma simples e rentável.

"Em fevereiro e março, o mundo inteiro tinha menos de cem mil ventiladores. E era evidente que precisávamos de ver como podíamos ajudar. E pensámos que podíamos construir um protótipo, um ventilador, uma oportunidade.

O nosso objetivo é garantir que produzimos um ventilador que possa ser acessível e que tenha todas as características de um ventilador de qualidade. Isso significa dar aos médicos o controlo de que necessitam em termos do volume de ar que entra no paciente ou da pressão de que os pacientes precisam. Uma criança precisa de uma pressão e de uma quantidade de oxigénio que recebe destes ventiladores muito diferentes das de um adulto", explica o diretor dos laboratórios da fundação, Khalifa Alqama.

Atualmente os investigadores estão a desenvolver protótipos.

"Temos cerca de quatro a serem testados internamente. Mas, no futuro, pensamos produzi-los às centenas, pelo menos para uma reserva e potencialmente para qualquer pessoa que precise para exportação. Mas isso virá depois da verificação, de cumprir os parâmetros normas e das verificações por terceiros a que estes dispositivos vão ser submetidos", revela.

Drones desinfetantes

Logo no início do confinamento, o Dubai colocou drones desinfetantes em espaços públicos para combater o vírus.

Pejman Ghorbani, gestor de produto, explica que tudo começou, após a sua empresa ter recebido "uma chamada do município do Dubai a dizer que queriam utilizar o drone agrícola para desinfeção".

O equipamento assegura "que o líquido vai para todo o lado por causa do fluxo de ar [gerado] através das hélices" e "a quantidade de líquido que sai é controlável".

Desta forma, "com o tanque cheio e a bateria carregada, pode voar entre 10 a 15 minutos. E pode cobrir (...) um acre em uma hora".

Pórtico inteligente de higienização

A Guard Sanitizing Gate, uma empresa dos Emirados Árabes Unidos, desenvolveu um pórtico inteligente que pode, de forma automática, medir a temperatura, detetar máscaras de rosto e envolver quem passa numa névoa de desinfetante.

Para Husam Zammar, cofundador da empresa, os procedimentos representam o 'novo normal'.

"Há muitas mudanças a acontecer na nossa vida. Antigamente, era possível fumar nos voos, isso era normal, agora já não. Não é permitido e o mesmo se passa agora, em que o normal, daqui a dois ou três meses, vai ser tirar a temperatura; se não o fizerem é porque há algum problema no edifício ou com a organização", afirma.

À medida que as empresas voltam gradualmente ao ativo e as pessoas começam a tentar interagir, o Dubai pretende continuar a inovar nos campos da medicina, tecnologia e higienização para manter o vírus à distância.