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De Bruxelas à Microsoft: Provedor de Justiça Europeu abre novo inquérito sobre portas giratórias

Edifício Berlaymont, Comissão Europeia, Bruxelas
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De Romane Armangau
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O organismo de controlo da UE, responsável pela investigação de casos de má administração, está a averiguar a aprovação pela Comissão Europeia da entrada de Nicholas Banasevic, um antigo alto funcionário da UE, responsável pela defesa da concorrência, na Microsoft.

O Provedor de Justiça Europeu anunciou na quinta-feira o lançamento de um inquérito sobre a transição de Nicholas Banasevic do executivo da UE para o setor privado.

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Banasevic, um alto funcionário da UE com 25 anos de experiência em casos antitrust, ingressou no escritório de advocacia Gibson, Dunn & Crutcher em 2022 para representar clientes em questões de concorrência da UE e, em seguida, mudou-se para a Microsoft em 2024 como vice-presidente corporativo e chefe de concorrência e regulamentação para a Europa.

A investigação foi desencadeada por uma queixa apresentada pelo Corporate Europe Observatory e pelo LobbyControl, duas ONG que defendem uma maior transparência nas instituições.

As ONG citaram os "conhecimentos privilegiados, a experiência profissional e os interesses do atual empregador" de Banasevic como motivos para "uma forte suspeita de que este violou, e continua a violar, as suas obrigações enquanto ex-funcionário da UE".

A passagem de um cargo público para um emprego privado foi previamente aprovada pela própria Comissão Europeia, uma decisão considerada preocupante pelo Corporate Europe Observatory e pelo LobbyControl

As ONG afirmam agora que "Banasevic está a utilizar os conhecimentos adquiridos durante o seu tempo na Comissão para beneficiar o seu novo empregador, potencialmente em detrimento dos interesses da Comissão".

"A Comissão nunca deveria ter concedido autorização a Banasevic e deve agora retirá-la retroativamente", acrescentam.

Quando questionado em agosto sobre o caso, um porta-voz da Comissão disse à Euronews que "os antigos funcionários estão permanentemente impedidos de trabalhar em quaisquer casos legais em que estiveram envolvidos durante o seu mandato, incluindo recursos relacionados com os tribunais europeus".

"Além disso, estão proibidos de divulgar informações não autorizadas recebidas durante o seu serviço, a menos que já sejam públicas", disse o executivo da UE, acrescentando: "Devem também continuar a demonstrar integridade e discrição, particularmente no que diz respeito à aceitação de certos cargos ou benefícios".

O Provedor de Justiça enviou um pedido de informação à Comissão Europeia, solicitando documentos relacionados com a forma como a decisão foi tomada, bem como "quaisquer documentos que a Comissão detenha em relação ao novo emprego do antigo funcionário da DG Concorrência na grande empresa tecnológica".

O Provedor de Justiça Europeu deu ao executivo comunitário um prazo de resposta até 14 de março.

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