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A UE deve reduzir uso de componentes chineses? Responda ao inquérito

Peças de automóveis chinesas
Peças automóveis chinesas -  Direitos de autor  Copyright 2012 AP. All rights reserved.
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De Leticia Batista Cabanas
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Bruxelas pondera limitar as cadeias de abastecimento industriais. Em vez de comprarem componentes baratos, totalmente chineses, as empresas europeias seriam obrigadas a obtê-los em pelo menos três países diferentes.

A China é o principal fornecedor mundial de peças e componentes para a Europa. Pequim exporta, sozinha, 47% de todos os materiais necessários para fabricar um produto final que entra na UE.

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A 29 de maio, a Comissão Europeia realizou um debate interno sobre as relações UE-China e a dependência industrial, numa altura em que as subvenções estrangeiras distorcem o mercado e representam um risco geopolítico.

A Comissão analisou igualmente uma proposta que poderá limitar a 30% a 40% a fatia de componentes adquirida num único país. Os 60% a 70% restantes teriam de ser repartidos por, pelo menos, outros três países.

O plano, dirigido sobretudo aos setores das tecnologias verdes, à indústria automóvel e aos fabricantes de produtos químicos e de maquinaria, ainda não foi adotado. A Comissão irá apresentá-lo formalmente aos líderes nacionais da UE na cimeira do Conselho Europeu, no final de junho.

Se for aprovado, o recurso a peças internacionais mais caras fará subir as faturas de energia das famílias europeias e encarecerá os painéis solares e os veículos elétricos. A UE espera que reduzir a dependência em relação à China beneficie o bloco a longo prazo.

A proposta irá impulsionar a produção europeia ou deixará os cidadãos com custos mais elevados? O nosso inquérito é anónimo e demora apenas alguns segundos a preencher. Os resultados serão destacados em toda a cobertura XL à escala da UE – em vídeos, artigos e boletins informativos – e ajudarão a orientar o nosso trabalho jornalístico sobre a forma como a Europa pode consolidar a sua posição na era da inteligência artificial.

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