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OpenAI lança ChatGPT para adolescentes com novas salvaguardas de segurança

ARQUIVO – A aplicação ChatGPT surge num iPhone em Nova Iorque, a 18 de maio de 2023. (Foto AP/Richard Drew, Arquivo)
FICHEIRO - A aplicação ChatGPT é exibida num iPhone em Nova Iorque, a 18 de maio de 2023. (Foto AP/Richard Drew, Ficheiro) -  Direitos de autor  Copyright 2023 The Associated Press. All rights reserved
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De Una Hajdari com AP
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A empresa de IA está a lançar proteções adaptadas à idade para jovens dos 13 aos 17 anos, numa altura em que investigadores e pais manifestam crescente preocupação com a dependência emocional dos adolescentes em relação aos chatbots.

Adolescentes, a primeira geração a crescer com inteligência artificial, já recorrem ao ChatGPT para trabalhos escolares, dúvidas do dia a dia e até companhia. A OpenAI lança agora uma versão do chatbot pensada especificamente para eles.

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A empresa sediada em São Francisco afirma que o ChatGPT for Teens, que é lançado na terça-feira, foi adaptado para jovens dos 13 aos 17 anos e inclui proteções reforçadas, com restrições de conteúdos em temas como suicídio, automutilação e conversas de teor romântico ou sexual.

Oferece também apoio a trabalhos de casa e estudo, concebido para ajudar os alunos a aprender, em vez de se limitar a produzir respostas e redações escolares por eles.

A empresa explica que o objetivo é orientar os adolescentes para uma utilização saudável da IA, num ambiente adequado à sua idade.

“Queremos tratar os adolescentes como adolescentes, o que significa que temos de garantir que surgimos no nível de desenvolvimento certo, sem lhes falar de forma paternalista nem os tratar como crianças”, afirmou Ann O’Leary, vice-presidente de política global da OpenAI.

“Mas também garantimos que não são expostos a conteúdos a que não deveriam ter acesso”, acrescentou.

Riscos multiplicam-se com uso generalizado de chatbots de IA por adolescentes

Pais, professores e especialistas em desenvolvimento infantil têm vindo a alertar para o uso de chatbots de IA por crianças, apontados como facilitadores de batota nos trabalhos escolares e até de suicídios.

Mesmo os adultos podem cair na tentação de antropomorfizar a IA e desenvolver relações pouco saudáveis com estas ferramentas, mas o cérebro dos adolescentes ainda não está totalmente desenvolvido e podem ser particularmente vulneráveis.

No ano passado, uma investigação de um grupo de vigilância concluiu que o ChatGPT dizia a jovens de 13 anos como ficarem embriagados ou sob o efeito de drogas, explicava-lhes como esconder perturbações alimentares e chegava mesmo a redigir uma carta de suicídio comovente dirigida aos pais, se solicitado.

Nas interações com investigadores que se faziam passar por adolescentes vulneráveis, o ChatGPT costumava alertar contra comportamentos de risco, mas acabava por fornecer planos surpreendentemente pormenorizados e personalizados para consumo de drogas, dietas com fortes restrições calóricas ou automutilação.

Nos Estados Unidos, mais de 70% dos adolescentes recorrem a chatbots de IA em busca de companhia e metade utiliza companheiros de IA de forma regular, segundo um estudo de 2025 da Common Sense Media, organização que estuda e defende o uso responsável dos meios digitais.

O diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, afirmou que a empresa está a tentar estudar a “dependência emocional excessiva” em relação à tecnologia, que descreveu no ano passado como “algo muito comum” entre os jovens.

Para utilizadores do ChatGPT for Teens, o chatbot é impedido de sugerir que tem sentimentos pessoais em relação ao utilizador ou de insinuar que é consciente ou que sente emoções, segundo a OpenAI.

Isto soma-se ao bloqueio de conversas de teor romântico ou sexual.

“Analisámos e identificámos quais os sinais hipotéticos que um modelo poderia dar e que poderiam levar um adolescente a desenvolver uma relação com ele”, explicou Allison Mishkin, responsável pela área de desenvolvimento infantil na OpenAI.

Nova versão do chatbot reforça proteções de segurança

A OpenAI não verifica a idade dos utilizadores, mas já recorre a mecanismos de aferição de idade para estimar se alguém tem menos de 18 anos, com base em fatores como o tipo de perguntas que faz.

Se alguém for identificado, ou se identificar, como menor, é automaticamente encaminhado para a versão para adolescentes do chatbot.

O procedimento é semelhante ao da Meta nas contas de adolescentes no Instagram, que têm restrições mais rígidas de conteúdos, conversas e privacidade do que as contas normais.

Para usar os controlos parentais, tanto o adolescente como o pai, mãe ou tutor têm de aderir.

Mas O’Leary afirmou que a ideia por detrás do chatbot para adolescentes é “garantir que isto é seguro, mesmo que não se usem controlos parentais”.

Pais com contas associadas às dos filhos podem definir “horas de silêncio”, durante as quais o adolescente não pode aceder ao ChatGPT, e receber notificações de segurança em situações de alto risco, como a possibilidade de um utilizador se magoar a si próprio.

“Estamos a acrescentar notificações adicionais relacionadas com perturbações alimentares, limitando ao mesmo tempo o que é partilhado e centrando-nos nos momentos em que o apoio offline pode ser mais importante”, indicou a OpenAI.

Para apoio aos trabalhos de casa, a OpenAI afirmou que o chatbot para adolescentes foi concebido não para dar respostas prontas, mas para orientar os alunos a encontrar as respostas por si.

A empresa já disponibiliza uma versão do ChatGPT para professores e adaptar um modelo para ajudar adolescentes no estudo e nos trabalhos de casa pode abrir à OpenAI novas formas de levar o produto às escolas.

“Continuamos a investir na expansão da aprendizagem interativa, porque a investigação mostra que as pessoas aprendem de forma mais eficaz quando participam ativamente e se debatem com os conceitos”, acrescentou Mishkin.

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