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Suécia: milhares de pessoas manifestam-se em Estocolmo contra a crise climática

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Foto de arquivo: A ativista climática sueca Greta Thunberg participa num protesto Fridays for Future em Milão, a 11 de outubro de 2024. (AP Photo/Antonio Calanni)
Foto de arquivo: a ativista sueca Greta Thunberg junta-se a manifestantes num protesto Fridays for Future em Milão, Itália, a 11 de outubro de 2024. (AP/Antonio Calanni) -  Direitos de autor  AP Photo
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De Jerry Fisayo-Bambi
Publicado a •Últimas notícias
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O protesto surge num momento em que especialistas na Suécia alertaram que a política climática do governo compromete os objetivos do país em matéria de redução de emissões: reduzir as emissões de CO₂ dos transportes em 70% até 2030 e atingir emissões líquidas nulas até 2045.

Mais de 10.000 pessoas marcharam este domingo em Estocolmo, a capital sueca, numa manifestação contra as alterações climáticas provocadas pelo ser humano, a poucas semanas das eleições legislativas de 13 de setembro, nas quais o tema surge no topo das preocupações dos eleitores.

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O protesto realiza-se numa altura em que especialistas na Suécia e no estrangeiro alertam que a política climática do governo compromete as metas nacionais de redução das emissões, que passam por cortar em 70% até 2030 as emissões de CO₂ dos transportes, face a 2010, e alcançar emissões líquidas nulas até 2045.

Organizada por associações juvenis e desportivas, sindicatos, associações do mundo rural e organizações de defesa de direitos, a concentração na capital sueca contou com a presença da mais conhecida ativista climática do país, Greta Thunberg.

“Não há absolutamente nenhum partido na Suécia que esteja sequer a propor políticas minimamente alinhadas com o que a ciência diz ser necessário para evitarmos um desastre climático”, afirmou Thunberg.

“Se continuarmos como agora, vamos assistir a um colapso; já estamos a assistir a um colapso”, insistiu.

Outro manifestante, Kliff Lindberg, um estudante de 21 anos, disse sentir-se “aliviado” por ver tanta gente na rua. “Somos imensas pessoas preocupadas com este problema”, afirmou Lindberg.

“Isso dá-me muita força e é bonito de ver, penso eu.”

Desde que assumiu o poder em 2022, o governo de direita do primeiro-ministro Ulf Kristersson reduziu os impostos sobre a gasolina e flexibilizou os requisitos que obrigavam os fornecedores de gasolina a incluir alternativas de baixo carbono no seu portfólio de produtos.

O executivo rejeitou nomeadamente as recomendações de uma comissão sobre formas de cumprir a meta para 2030, que incluíam a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis através do aumento dos impostos sobre gasolina e gasóleo.

Os suecos vão às urnas a 13 de setembro para eleger um novo parlamento, com o bloco de direita no poder a aparecer em desvantagem nas sondagens, o que torna provável uma mudança de governo.

De acordo com uma sondagem da Verian para a televisão pública SVT, publicada na quinta-feira, a oposição de centro-esquerda lidera atualmente por 10 pontos percentuais sobre a coligação de direita no governo.

"A crise climática é muito real"

Para 37% dos inquiridos na sondagem, a principal prioridade das eleições é o clima.

O governo argumenta que a eliminação dos combustíveis fósseis tem de ser gradual para preservar e reforçar a competitividade da Suécia e das suas empresas.

Mas os organizadores da manifestação defendem que são necessárias medidas urgentes.

“A crise climática é muito real e está aqui”, disse Beatrice Rindevall, líder da Sociedade Sueca para a Conservação da Natureza, que coorganiza a manifestação deste domingo.

Recordando as ondas de calor mortais que atingiram a Europa este verão, Rindevall afirmou, numa declaração, que “é altura de pôr em prática uma política climática que reduza as emissões já”.

Outras fontes • AP

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