O anúncio, publicado no Instagram, mostrava a cantora de K-pop Karina com uma saia e a segurar sapatilhas. Críticos alegaram que a iluminação na saia criava um triângulo branco, semelhante a um capuz da Ku Klux Klan.
A marca de calçado Converse, de fama mundial, retirou uma campanha nas redes sociais que gerou indignação entre críticos que a consideraram evocativa de imagens racistas.
Na fotografia publicada no Instagram, a cantora de K-pop Karina aparece de saia, segurando um par de ténis Chuck 70 X.
À primeira vista, a imagem parece inofensiva, mas levou críticos a atacarem a marca online, alegando que o triângulo branco criado pela iluminação na saia se assemelha a um capuz da Ku Klux Klan.
A KKK foi um grupo extremista de supremacia branca nos Estados Unidos, conhecido pela violência racial e pela intimidação.
Além disso, a forma como os ténis são apresentados faz aparentemente com que pareçam pés pendurados – imagem que alguns interpretaram como remeter para linchamentos.
A Converse, detida pela Nike e sediada em Boston, nos Estados Unidos, divulgou um comunicado a pedir desculpa e a informar que retirou o anúncio.
“Lamentamos”, lê-se no comunicado. “Percebemos porque é que esta imagem é profundamente perturbadora e reconhecemos que errámos. Retirámo-la dos nossos canais e estamos a trabalhar para a remover de todos os locais onde foi publicada. Isto não deveria ter acontecido e vamos fazer melhor.”
O caso dividiu a internet: alguns reagiram com força à imagem e classificaram o anúncio como “vergonhoso”; por outro lado, os utilizadores mais vocais da plataforma X têm defendido Karina e acusam a Converse de “ceder à falsa indignação woke”.
Veja algumas das reações abaixo:
“Se é preciso recortar a imagem, semicerrar os olhos e escrever um fio de 12 publicações para fazer com que um anúncio de ténis pareça um crime de ódio, talvez a controvérsia não esteja no anúncio. Talvez esteja nas pessoas que o procuram.”
“A histeria em torno do suposto ‘linchamento da KKK’ da Converse é o auge da degradação cerebral da internet.”
“Karina não fez nada de errado neste anúncio da Converse. Se olhou para isto e viu uma campanha da KKK, é psicótico e precisa de ser internado num hospital psiquiátrico.”
“Este anúncio da Converse é o mais recente não-assunto que a internet decidiu transformar num motivo de indignação.”
Karina e a sua agência de gestão, SM Entertainment Group, não responderam de imediato às mensagens enviadas através das suas contas de Instagram.