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Diplomata norueguês dos Acordos de Oslo pede desculpa por laços com Epstein em documentário

Parte das cerca de 3,5 milhões de páginas de registos públicos do processo Epstein está em exibição em Washington, 9 de junho de 2026
Parte das cerca de 3,5 milhões de páginas de registos públicos do processo Epstein está em exposição em Washington, 9 de junho de 2026 Direitos de autor  AP Photo
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De Gavin Blackburn
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O caso Epstein envolveu várias outras figuras norueguesas de destaque, entre elas a rainha Mette-Marit e o antigo primeiro-ministro Thorbjørn Jagland

Um proeminente ex-diplomata norueguês, um dos arquitetos dos Acordos de Oslo, vai pedir desculpa pelas suas relações com o falecido agressor sexual norte-americano Jeffrey Epstein, num documentário que será transmitido na quarta-feira à noite.

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Terje Rod-Larsen e a sua esposa, a também diplomata Mona Juul, estão atualmente a ser investigados na Noruega. Juul por "corrupção agravada" e Rod-Larsen por "cumplicidade em corrupção agravada".

Ambos são conhecidos por terem desempenhado papéis fundamentais nas negociações secretas entre israelitas e palestinianos que conduziram aos Acordos de Oslo, no início da década de 1990.

Em particular, a polícia está a investigar um empréstimo concedido por Epstein, o seu envolvimento na compra, pelo casal, de um apartamento em Oslo a um preço inferior ao do mercado, uma viagem à ilha do financista americano em 2011 e o pagamento de serviços de assistência doméstica para Rod-Larsen.

O casal nega ter cometido qualquer infração.

Epstein também tinha deixado no seu testamento 10 milhões de dólares (8,7 milhões de euros) aos seus dois filhos. Um deles pôs fim à própria vida em abril, aos 25 anos.

A embaixadora da Noruega no Reino Unido, Mona Juul, e o seu marido, Terje Rod-Larsen, durante a cerimónia anual de iluminação da árvore de Natal norueguesa em Londres, a 6 de dezembro de 2018
A embaixadora da Noruega no Reino Unido, Mona Juul, e o seu marido, Terje Rod-Larsen, durante a cerimónia anual de iluminação da árvore de Natal norueguesa em Londres, a 6 de dezembro de 2018 AP Photo

"Lamento profundamente, hoje, a relação que tive com Epstein", afirmou Rod-Larsen à emissora pública NRK num documentário que estreia na quarta-feira à noite.

"Devia ter cortado todos os laços com ele mais cedo", afirmou.

Documentos divulgados no final de janeiro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) revelaram contactos contínuos e duradouros com Epstein até 2019, ano em que este faleceu enquanto se encontrava na prisão a aguardar julgamento por tráfico sexual.

Em 2008, Epstein já tinha sido condenado por recrutar uma menor para a prostituição.

Agora com a saúde debilitada após dois acidentes vasculares cerebrais, Rod-Larsen justificou as suas relações com Epstein pelos papéis de intermediário e doador que desempenhou. Na altura, entre 2005 e 2020, Rod-Larsen dirigia o think tank International Peace Institute (Instituto Internacional para a Paz) em Nova Iorque.

O caso Epstein envolveu várias outras personalidades norueguesas de destaque, incluindo a rainha Mette-Marit e o antigo primeiro-ministro Thorbjørn Jagland, que mais tarde presidiu à comissão responsável pela seleção dos vencedores do Prémio Nobel da Paz.

O parlamento da Noruega iniciou um processo de inquérito parlamentar e criou uma comissão independente.

Na próxima semana, a comissão parlamentar para os assuntos constitucionais irá interrogar o ministro dos Negócios Estrangeiros, Espen Barth Eide, e todos os seus antecessores desde 2005, incluindo Jonas Gahr Støre, que entretanto se tornou primeiro-ministro.

Outras fontes • AFP

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